O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, reagiu ao regresso de Pedro Santana Lopes ao partido. À chegada ao segundo e último dia do 43.º Congresso, o também líder parlamentar afirmou que vê o regresso com “naturalidade”.
“Creio que deve ter custado muito a Pedro Santana Lopes ter saído do PSD e deve ter sido para ele, como se notou, uma grande alegria voltar ao partido. É um momento, eu creio, que já há muito se esperava que acontecesse”, considerou.
“Este é o decurso natural da história. O percurso político de Pedro Santana Lopes não podia deixar de terminar e continuar – ainda esperamos muito dele – que não fosse dentro da família social-democrata onde ele se sente bem”, acrescentou ainda Hugo Soares.
O líder parlamentar do PSD fez ainda questão de elogiar a prestação dos ministros do Governo no sábado onde praticamente todos discursaram perante o Congresso. Hugo Soares disse ter ficado “muito contente”, frisando que a iniciativa “é de salutar”.
“Creio que foi um facto singular a circunstância de todos os ministros do Governo […] poderem ter vindo ao congresso e ter prestado contas daquilo que estão a fazer ao congresso e através do congresso ao país”, sublinhou o social-democrata.
De realçar que o discurso de quase todos estes ministros não deixaram de parte a surpresa do dia anterior, sexta-feira, quando viram a reforma laboral ser chumbada na Assembleia da República com os votos contra de toda a esquerda e do Chega (que tinha garantido votar a favor no dia anterior ao plenário).
O próprio Hugo Soares fez questão de mencionar o tema quando discursou no congresso e este domingo reiterou que vai regressar ao Parlamento “quarta-feira com o mesmo entusiasmo, com a mesma vontade, com o mesmo empenho, com a mesma determinação”. “O PSD não pode fazer de outra forma”, afirmou, explicando que, apesar de a negociação não ter corrido como esperava, não pode “deixar de fazer aquilo que é” a sua “responsabilidade” e para a qual foi eleito.

Do TikTok à “chico esperteza”. Ministros em peso no congresso do PSD
O chumbo da reforma laboral, na sexta-feira, marcou o primeiro dia do Congresso do PSD no sábado, com uma boa parte dos ministros a deixar críticas ao PS e ao Chega, que ditaram a queda da proposta na Assembleia da República.
Carolina Pereira Soares | 06:52 – 21/06/2026



