“Nas últimas duas semanas, recebemos 8.000 candidaturas”, afirmou Kirill Goncharov, responsável pelo Yabloko em Moscovo, ao portal de notícias Bereg, citado pela agência espanhola EFE.
O número de pedidos representa o dobro dos atuais membros do partido, que conta com cerca de 4.000 militantes.
“Percebemos que muitas pessoas se sentem desmotivadas e desiludidas com a nossa exclusão. Uma forma de as apoiar é permitir que se mantenham em círculos onde existam pessoas com ideias semelhantes. Isto terá um efeito não só político, mas também psicoterapêutico”, afirmou Goncharov.
Segundo o dirigente, caso pudesse participar nas eleições parlamentares, o Yabloko teria potencial para receber o apoio de milhões de eleitores, incluindo muitos jovens.
O Supremo Tribunal russo rejeitou na segunda-feira um recurso apresentado pelo Yabloko contra a decisão de impedir o partido de participar nas eleições parlamentares de setembro através de listas partidárias.
O Yabloko, único partido russo que se manifesta contra a guerra na Ucrânia, contestou as acusações de financiamento estrangeiro e de violação de direitos de autor utilizadas para justificar a sua exclusão, mas o tribunal rejeitou os argumentos apresentados pela força política.
Apoiantes do partido foram detidos junto ao tribunal durante a audiência de segunda-feira.
O Yabloko anunciou que pretende agora apresentar uma queixa à presidência do Supremo Tribunal, procurando esgotar as possibilidades legais para conseguir participar nas eleições através de listas próprias.
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