“O país não pode andar a reboque daquilo que é a estratégia oportunista do Chega no sentido de querer paralisar sistematicamente o país. É por isso mesmo que ontem a Comissão Política Nacional do PAN deliberou que vai votar contra a moção de censura apresentada pelo Chega”, adiantou a deputada única.
Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Inês Sousa Real recusou “alinhar no espetáculo mediático do Chega”, apesar de entender que Luís Montenegro deve explicações ao país, e lamentou que tal vá acontecer “a reboque” deste instrumento.
A deputada única do PAN considerou que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, “não tem condições” para se manter no cargo, mas defendeu que uma moção de censura não é o instrumento adequado para este contexto.
Inês Sousa Real defendeu ainda que “Portugal não é o faroeste” e “ninguém nomeou André Ventura como xerife” – termo que tem sido utilizado pelo líder do Chega para classificar o ministro da Administração Interna.
A parlamentar disse ainda que o PAN irá focar-se na discussão do Orçamento do Estado, e em áreas como a habitação, o arranque do ano letivo, a saúde ou as respostas ao combate às alterações climáticas.
A Comissão Permanente aprovou hoje, por unanimidade, a convocação para terça-feira de um plenário para debater e votar a moção de censura do Chega ao Governo, que já tem chumbo garantido.
Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que votará contra ou vai abster-se.
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