Johannes Kongsnes Natland aceitou matar uma pessoa, cuja identidade desconhecia, em troca de 25 mil euros, tendo viajado para o Reino Unido em março do ano passado para concretizar o plano, de acordo com a acusação.
Dois dias depois de chegar ao país, foi detido num hotel em Huddersfield, no norte de Inglaterra, na posse de duas armas de fogo e munições.
Depois de mais de 17 horas de deliberação, um júri do Tribunal Criminal Central de Londres considerou Natland culpado de conspiração para homicídio.
De acordo com um comunicado do Serviço de Polícia Metropolitana de Londres, o jovem, que trabalhava em part-time numa pizzaria à data da detenção, foi recrutado pela Foxtrot Network, um grupo do crime organizado sueco que, de acordo com as autoridades britânicas, mantém ligações ao Governo iraniano.
“Embora o alvo do plano de assassínio nunca tenha sido identificado, os agentes antiterroristas de Londres descobriram uma quantidade significativa de provas que demonstram que Natland tinha plena consciência de que lhe tinham pedido para matar alguém no Reino Unido”, referiu a polícia em comunicado.
As autoridades britânicas acrescentaram que Natland foi aliciado por um jovem de 17 anos conhecido pelo pseudónimo “Generalen”, condenado na Noruega no ano passado a 14 anos de prisão por tentativa de participação em homicídio.
Um outro suspeito, de 16 anos, aguarda julgamento na Noruega pelo alegado envolvimento na mesma conspiração.
O Governo britânico impôs sanções à Foxtrot Network no ano passado, acusando a organização e o respetivo líder de estarem envolvidos em atos de violência contra alvos judeus e israelitas na Europa em nome do regime iraniano.
As medidas incluem o congelamento de ativos e a proibição de entidades britânicas realizarem transações com bens controlados pela organização.
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