O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que impeça o Presidente da Palestina, , de regressar à Cisjordânia após a sua visita de dois dias à Turquia.
© Erik Marmor/Getty Images
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“A visita de Mahmoud Abbas a Erdogan, que declara abertamente a sua ambição antissemita de destruir o Estado de Israel, revela mais uma vez a verdadeira natureza de Mahmoud Abbas: um inimigo que lidera uma organização terrorista que fomenta e financia o terrorismo contra o Estado de Israel”, disse o supremacista judeu e colonizador Bezalel Smotrich, numa mensagem publicada na rede social X na noite de terça-feira.
Na mesma publicação, o ministro das Finanças de Israel instou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “a aproveitar esta oportunidade” e a impedir o regresso de Mahmoud Abbas a Israel e à Judeia e Samaria (nomes bíblicos para a Cisjordânia ocupada), afirmando que “a organização terrorista palestiniana deve ser desmantelada”.
Israel controla todas as passagens de fronteira externas, pontos de entrada e saída que ligam a Cisjordânia ocupada ao mundo exterior, como a fronteira com a Jordânia, bem como a entrada em Israel, e apenas os palestinianos com cidadania israelita podem voar legalmente através do Aeroporto Ben Gurion em Telavive.
Mahmoud Abbas chegou a Ancara na terça-feira à noite para uma visita oficial de dois dias, durante a qual se vai reunir com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir “os últimos acontecimentos políticos, a contínua agressão e as violações contra o povo palestiniano”, informou a agência noticiosa oficial palestiniana Wafa.
Esta cimeira palestiniano-turca faz parte das consultas políticas regulares levadas a cabo pelos dois Presidentes, dadas as suas relações históricas partilhadas.
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