Segundo os organizadores, mais de 45.000 pessoas saíram à rua para apoiar o protesto estudantil contra o serviço militar obrigatório; enquanto se aguardam dados oficiais mais precisos, a polícia limitou-se a pormenorizar a adesão em algumas cidades do país, entre as quais Berlim.
Na capital federal alemã, a polícia estimou que cerca de 2.400 pessoas se manifestaram, ao passo que noutras cidades a adesão aos protestos foi menor, como em Munique, com cerca de 700 pessoas, ou Nuremberga, com cerca de 400.
“Os jovens não querem alistar-se nas Forças Armadas alemãs”, afirmou a porta-voz dos protestos, Bela Breitner, em declarações à agência noticiosa DPA.
A lei sobre o novo serviço militar entrou em vigor em janeiro deste ano. Numa primeira fase, a iniciativa assenta na ideia de recrutar voluntários nascidos a partir de 2008, mediante exame médico obrigatório, com início previsto apenas para julho de 2027.
Caso os objetivos estabelecidos não sejam alcançados, o parlamento poderá decidir impor o serviço militar obrigatório, suspenso na Alemanha em 2011.

Forças alemãs crescem em 42 mil efetivos entre janeiro de 2025 e agosto de 2026
As Forças Armadas alemãs, que o governo quer transformar no exército convencional mais forte da Europa, cresceram em 42 mil efetivos entre janeiro de 2025 e o final de agosto deste ano, divulgou hoje o ministro da Defesa alemão.
Lusa | 23:51 – 23/09/2026



