As fontes sublinharam que as recentes tentativas de entrada irregular em Ceuta, enclave espanhol no norte de África, “não respondem, de forma alguma, ao desejo das autoridades marroquinas de favorecer a imigração irregular” e que tudo indica que estes movimentos se devem, antes, à exploração de redes criminosas dedicadas ao tráfico de seres humanos e ao tráfico de migrantes.
Uma perceção gerada, adiantaram, após a recente decisão do Supremo Tribunal espanhol sobre os procedimentos para o regresso das pessoas intercetadas no mar.
“Marrocos não favorece nem incentiva a imigração irregular dos seus nacionais. São organizações criminosas que se aproveitam da vulnerabilidade destas pessoas, alimentando expectativas falsas e expondo-as a sérios riscos para as suas vidas e integridade”, afirmaram.
Ceuta declarou-se hoje em “absoluta emergência humanitária e social” após mais de 1.500 pessoas terem entrado nos últimos dez dias neste enclave, onde chegaram a nado.
O presidente da Cidade Autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu mesmo ao Governo de Espanha para ser declarada no território a situação de “emergência nacional”, com envio de meios do Estado central para gerir a “crise migratória”.
O presidente do governo da cidade sublinhou que perante a dimensão do problema, Ceuta não tem meios suficientes para responder e lembrou que este território e o de Melilla, outro enclave espanhol na costa norte de Marrocos, são as únicas fronteiras terrestres de Espanha e também de toda a Europa com África.
A agência espanhola EFE também relata que milhares de pessoas entraram hoje a pé em Ceuta saltando a vedação que separa o território espanhol de Marrocos.
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