Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o chefe de Estado acrescentou que o primogénito, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, regressará ao Brasil vindo de Espanha, onde reside atualmente, caso seja julgado no país.
O juiz do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Lula da Silva por suspeitas de tráfico de influências, ao considerar que terá intercedido junto do Ministério da Saúde e da Presidência em favor de contactos seus, segundo o jornal Folha de São Paulo.
O magistrado aceitou um pedido da própria polícia, que vai investigar a atuação do filho do Presidente brasileiro em várias diligências para obter uma licença de comercialização de canábis medicinal.
Lula, que se prepara para as eleições presidenciais de outubro, recordou que desde 2006 o filho “vem sendo utilizado” por quem o pretende atacar.
“Quem me quer atacar, começa por atacá-lo a ele”, disse.
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) declarou confiar no filho, mas advertiu que, “se for acusado de qualquer coisa, será tratado como o filho de qualquer pessoa”.
“Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei a um comissário ou a um juiz para não fazer o que é correto”, sublinhou.
Lula acrescentou ainda que o filho “não tem direito a errar”, depois de todos os processos judiciais por corrupção que enfrentou na segunda década do século XXI e que foram posteriormente arquivados pela Justiça, permitindo-lhe regressar à vida pública.
“Se for julgado, virá para [o Brasil]. Não se vai esconder (…) Vai ter de provar que é inocente. Vai ter de provar. E se for culpado, vai ter de pagar como toda a gente paga quando erra”, afirmou o governante.
A investigação contra o primogénito de Lula surge na véspera do arranque oficial da campanha para as presidenciais de outubro, nas quais o líder progressista tentará um quarto mandato não consecutivo.
Segundo as últimas sondagens, Lula parte como favorito para estas eleições, à frente do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), atualmente preso por golpismo.
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