Amy Edmondson é uma das oradoras do QSP Summit, que decorre no Porto e em Matosinhos entre 30 de junho e 2 de julho, um dos principais eventos europeus de gestão, liderança e inovação.
Questionada sobre o conselho que daria aos líderes emergentes em Portugal, a especialista em liderança, segurança psicológica e cultura organizacional aponta a curiosidade.
“Comece com curiosidade, encontre assuntos pelos quais seja apaixonado, que lhe importem, que considere que valha a pena investir o seu tempo e energia”, elenca.
Consequentemente, “a curiosidade será a força que o impulsionará a fazer melhores perguntas, tanto aos seus colegas como aos seus subordinados e amigos” e, “quando começa a fazer perguntas melhores, começa a ficar mais inteligente imediatamente”.
Por isso, “acredito que os líderes eficazes de amanhã serão líderes movidos pela curiosidade e também pela empatia”, prossegue.
Considerada a maior referência mundial em segurança psicológica e aprendizagem organizacional, Amy Edmondson defende que é preciso “muita empatia” nas lideranças.
“Penso que precisamos de humildade num sentido profundo, não no sentido de falsa modéstia, mas no sentido de reconhecer que não temos todas as respostas e que, com esta humildade, com esta curiosidade e com esta empatia, podemos progredir, lenta mas seguramente, na resolução de problemas e no envolvimento das pessoas nesta caminhada”, reforça Amy Edmondson.
Já sobre como serão os líderes daqui a cinco anos, a académica prefere não fazer predições.
“A minha esperança – e talvez uma possibilidade para mais educação, mais consciencialização – é que, dadas as nossas extraordinárias tecnologias, as nossas extraordinárias capacidades humanas, quando bem utilizadas, temos o potencial de resolver grandes problemas, de trabalhar em conjunto para isso”, diz.
E a liderança “é uma força vital para que isso aconteça”, sublinha a académica.
Em síntese, “diria que temos o potencial de voltar a envolver as pessoas num modelo de liderança esperançoso e positivo, o tipo de liderança necessário perante uma incerteza extraordinária”.
Esse potencial existe, agora “se vamos ou não agir de acordo com este potencial é uma questão em aberto”, remata a académica, que irá falar no QSP Summit em 01 de julho.
Na sua 19.ª edição, o evento reúne mais de 3.500 participantes, cerca de 100 oradores e sete palcos temáticos dedicados a economia, inteligência artificial, estratégia, comportamento humano e criatividade.
Sob o tema “Leading the Future Economy”, a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre os desafios que estão a redefinir empresas, líderes e mercados.
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