“Nós estamos numa terra pequena com duas ilhas e sabemos quem é que realmente manda nesta terra. E não é a Quinta Vigia, não se iludam, quem manda nesta terra são duas, três famílias que o poder político deixa mandar”, declarou Élvio Sousa, discursando na 5.ª edição da Festa do Povo.
E reforçou: “Quando formos governo, vamos pô-los no devido lugar, e libertar a Madeira destes monopólios, desta ferrugem que não [nos] deixa sermos livres e vivermos enquanto cidadãos livres”.
Élvio Sousa referia-se a grupos económicos, mas não especificou.
Falando perante centenas de militantes e simpatizantes, o secretário-geral do JPP pediu confiança para que o partido possa ser governo na região.
“O JPP nasceu da Madeira, mas não nasceu apenas para ser um partido de oposição, nasceu para ser um partido de governo. E temos que trabalhar para esse caminho”, sublinhou.
Criticando o atual executivo madeirense (PSD/CDS-PP), liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, Élvio Sousa defendeu que é necessário gerir o orçamento regional “com responsabilidade, eficiência e a pensar no futuro dos madeirenses”.
O também líder parlamentar do JPP no parlamento insular reiterou que é preciso baixar o IVA, atualmente nos 22%, classificando-o de “colonialista”.
Élvio Sousa disse que não se pode governar a região autónoma “sem emagrecer a despesa” e sem “usar todas as ferramentas para baixar o custo de vida, para garantir melhores salários e para criar mais concorrência sobretudo na área dos supermercados”.
“Como todos sabemos, precisamos de mais uma cadeia de supermercados para baixar os preços e para criar melhores condições”, acrescentou.
Élvio Sousa defendeu ainda a criação de mais habitação, criticou os milhões de euros gastos em campos de golfe e insistiu na necessidade de ter um ‘ferry’ de passageiros e mercadorias entre a Madeira e o continente.
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