O portal inclui os nomes dos indivíduos, os órgãos de comunicação que representavam, os seus números de identificação e o alegado cargo que ocupavam numa destas duas organizações que classifica como terroristas, tal como a União Europeia, Estados Unidos e diversos países.
Em alguns casos, são incluídas alegadas fotografias dos indivíduos vestidos como milicianos ou a transportar armas, bem como dossiês digitalizados que, segundo as IDF, “foram encontrados pelos soldados na Faixa de Gaza”.
Noutras situações, foram utilizadas “informações de fontes abertas, de inteligência israelita e de interrogatórios”, o que no site se traduz em bases de dados — com ou sem o emblema de alguma milícia — e tabelas contendo os nomes dos repórteres e códigos de identificação.
“Durante a guerra, vários órgãos de comunicação internacionais acusaram repetidamente o Estado de Israel e as IDF — sem apresentarem provas verificadas — de atacarem deliberadamente os jornalistas”, afirmou o exército israelita em comunicado.
Desde 07 de outubro de 2023, quando ocorreram os ataques do Hamas e de outros grupos armados palestinianos em território israelita, Israel não permitiu o acesso independente de jornalistas à Faixa de Gaza, facto criticado por organizações como os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Surgiram também divergências significativas por parte do CPJ relativamente à forma como as IDF classificam jornalistas de Gaza como terroristas.
Num dos casos mais recentes, um jornalista da estação de televisão libanesa Al Manar, Ali Hassan Shoeib, foi morto no final de março pelas forças israelitas na fronteira norte do país.
Foi identificado pelas IDF como membro da força Radwan do Hezbollah, com base numa imagem em que aparecia de uniforme militar, que mais tarde as forças armadas israelitas reconheceram ter sido manipulada.
Esta semana, um bombardeamento israelita tirou a vida a Mohamed Nagar, identificado pelo governo em Gaza como «jornalista da Rádio do Alcorão Sagrado», emissora dedicada à transmissão de recitações do livro sagrado islâmico e ligada ao Ministério de Dotações e Assuntos Religiosos.
O governo, controlado pelo Hamas, acusa Israel da morte de 263 jornalista na Faixa de Gaza desde o início da sua ofensiva, em outubro de 2023.
O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), sediado em Nova Iorque, estima este número em 189 — um valor revisto várias vezes, excluindo da contagem aqueles que o Hamas ou a Jihad Islâmica identificaram como membros em obituários.
A RSF eleva este número para 220 profissionais da informação mortos em Gaza às mãos do Exército israelita e afirma que “a Palestina se tornou o lugar mais perigoso do mundo para os jornalistas”.
Nos seus balanços de vítimas em Gaza, as autoridades controladas pelo Hamas não distinguem entre civis e combatentes dos grupos armados que combatem as forças israelitas.
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