Durante uma apresentação dos dados mais recentes do Exército, realizada por ocasião da data, Zamir defendeu que a guerra alterou profundamente “os métodos de guerra, os conceitos operacionais e a forma de operar” das Forças de Defesa de Israel (FDI), acrescentando que os militares estão a retirar ensinamentos da campanha e a preparar-se para desafios futuros.
O responsável fez estas declarações numa cerimónia iniciada com um minuto de silêncio em homenagem aos mortos desde o início do conflito.
O chefe militar destacou ainda que as forças israelitas conduziram “uma das campanhas mais longas, complexas e exigentes” da história do país, elogiando a liderança, o comando e o desempenho dos soldados na linha da frente, que, segundo afirmou, permitiram alcançar “a vitória em todas as frentes”.
Zamir sustentou que a guerra proporcionou às FDI um nível de experiência operacional e de comando “sem precedentes” desde a criação do Estado de Israel.
O militar reiterou igualmente o compromisso das Forças Armadas com a segurança de Israel e da população, classificando os ataques de 07 de outubro como “um ataque contra a própria existência do povo judeu” e sublinhou ainda que o Exército pretende consolidar os resultados obtidos na guerra, mantendo uma atuação assente na “verdade, humildade, profissionalismo e responsabilidade”.
A ofensiva israelita na Faixa de Gaza foi lançada em resposta ao ataque de 07 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas e outras fações palestinianas, que provocou cerca de 1.200 mortos e quase 250 reféns, segundo as autoridades israelitas.
Desde então, as autoridades da Faixa de Gaza indicam que morreram 73.084 pessoas e 173.488 ficaram feridas, embora admitam que o número real de vítimas possa ser superior.
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