O porta-voz do primeiro-ministro, Ali al-Zaidi, solicitou “às autoridades de segurança competentes que investiguem as declarações do Ministério da Defesa do Reino da Arábia Saudita relativas a drones que visavam o reino a partir do território iraquiano”, de acordo com um comunicado.
Horas antes, Riade anunciou ter intercetado e destruído aparelhos lançados desde o Iraque por milícias pró-iranianas e tinha instado o Governo iraquiano a impedir este tipo de lançamentos.
“As defesas aéreas intercetaram e destruíram, nas últimas horas, vários drones que tentavam atacar instalações petrolíferas na Região Oriental e em Riade. Estas tentativas terroristas foram lançadas a partir de território iraquiano por milícias terroristas apoiadas pelo Irão”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa saudita, Turki al Maliki, num comunicado.
O responsável reafirmou o direito legítimo do reino de “se defender e defender as suas capacidades, bem como o direito de responder no momento e local adequados”.
O Ministério não indicou se a interceção destes drones causou danos pessoais ou materiais.
O país instou ainda o Governo iraquiano a impedir o lançamento de drones a partir do seu território.
Num outro comunicado transmitido por uma estação de televisão, as autoridades sauditas reafirmaram a “necessidade de o Governo iraquiano tomar todas as medidas necessárias para impedir que o seu território sirva de ponto de partida para uma agressão”.
Até ao momento, as milícias pró-iranianas sediadas no Iraque não reagiram a esta informação.
As defesas antiaéreas sauditas abateram, em várias ocasiões, drones provenientes do território iraquiano, tendo a última ocorrido em maio passado.
Em abril passado, na sequência de mais um ataque, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita convocou a embaixadora iraquiana em Riade, Safia Taleb Al Suhail, em “resposta aos contínuos e flagrantes ataques com drones e ameaças lançados a partir de território iraquiano contra a Arábia Saudita e outros países do Golfo”.
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