Segundo o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, foram colocados 703 milhões de euros em ‘OT 3,25% 13Jun2036’ (maturidade em 13 de junho de 2036) e 559 milhões de euros em ‘OT 1,15% 11Apr2042’ (maturidade em 11 de abril de 2042).
No prazo mais curto, a taxa foi de 3,439% e a procura superou a oferta em 2,38 vezes.
Já no prazo mais longo, a taxa alcançada foi de 3,838%, com a procura a ultrapassar a oferta em 2,01 vezes.
O IGCP estimava um montante indicativo entre 1.250 e 1.500 milhões de euros.
No anterior leilão de OT, realizado em 10 de junho, o IGCP colocou 1.078 milhões de euros a cerca de nove e 18 anos às taxas de juro de 3,342% e 3,894%, respetivamente.
Então, no prazo mais curto (nove anos e quatro meses) foram colocados 636 milhões de euros em ‘OT 0,9% 12Out2035’ (maturidade em 12 de outubro de 2035), à taxa de 3,342%, tendo a procura atingido 2,04 vezes o montante colocado.
No prazo mais longo, de 18 anos e oito meses, o IGCP colocou 442 milhões de euros em ‘OT 4,1% 15Fev2045’ (maturidade em 15 de fevereiro de 2045) à taxa de 3,894%, com a procura a superar 2,33 vezes a oferta.
Num comentário enviado à agência Lusa, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, assinalou que a taxa de juro das obrigações a 10 anos, 0,013 pontos da verificada no prazo semelhante do leilão de junho, reflete “alguma estabilização no segmento intermédio da curva e uma procura ainda sólida por dívida portuguesa”.
No caso da linha a 16 anos, a taxa situou-se em 3,883%, acima dos 3,637% observados no leilão comparável de setembro de 2025.
Filipe Silva registou que as taxas longas “continuam a incorporar um nível mais elevado de incerteza quanto à evolução da inflação, ao impacto dos preços da energia e à trajetória futura da política monetária dos principais bancos centrais”, a que se junta o impacto da instabilidade geopolítica nos mercados da dívida.
“Neste contexto, a subida da taxa na linha a 16 anos não traduz necessariamente uma deterioração específica do risco de crédito de Portugal, mas antes um ajustamento ao enquadramento global de taxas mais elevadas, maior incerteza macroeconómica e maior exigência de prémio de prazo”, acrescentou, sublinhando que a procura se manteve confortável.
“O apetite por dívida pública portuguesa permanece sólido, embora a níveis de remuneração mais exigentes”, rematou o diretor de investimentos do Banco Carregosa.
[Notícia atualizada às 12h05]
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