“Consideramos que estas sanções devem ser levantadas tanto para [Alisher] Usmanov e [Mikhail] Fridman, assim como para todos os empresários e todos os cidadãos russos”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.
O porta-voz russo considerou ilegais as sanções, que consistem no congelamento de bens e na proibição de viajar pelo território dos 27 países-membros da UE.
Na manhã de hoje, a União Europeia mantinha-se ainda num impasse face ao pedido da França e do Luxemburgo para retirar os nomes destes dois oligarcas russos da lista de sanções contra Moscovo e à determinação da Letónia em opor-se à medida.
A União Europeia procura de um acordo sobre a renovação das sanções contra a Rússia, bloqueado há vários dias por um pedido da França para isentar o multimilionário russo-usbeque Alisher Usmanov, invocando “razões de segurança nacional”.
Segundo o Financial Times, Paris está a pressionar no âmbito de um acordo para a libertação de prisioneiros que envolve vários cidadãos franceses detidos no Azerbaijão.
O Luxemburgo, por seu lado, pediu a retirada do empresário russo Mikhail Fridman desta lista de sanções, caso os 27 aceitem a de Usmanov.
A Ucrânia considerou na segunda-feira inaceitável que a UE retire os dois oligarcas russos da lista de sanções económicas, considerando que essa decisão enviará “um mau sinal à Rússia”.
Os dois oligarcas, Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, “foram incluídos na lista porque fazem parte do regime agressivo da Rússia, que conduz uma guerra de agressão contra a Ucrânia”, escreveu na rede social X o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha.
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