“Mohammad Amini Dehaghani, um colaborador do inimigo, foi enforcado esta manhã [quarta-feira] depois de o Supremo Tribunal ter confirmado a sentença e de acordo com o procedimento legal”, divulgou a agência de notícias do poder judicial iraniano.
O condenado “lançou um ‘cocktail’ molotov no dia 09 de janeiro em frente ao gabinete do governador em Dehaghan [centro do Irão], ateou fogo ao edifício e destruiu propriedade pública, assim como a esquadra da polícia da cidade”, acrescentou o meio de comunicação estatal.
No final de dezembro, um movimento de protesto inicialmente contra o elevado custo de vida rapidamente transformou-se em manifestações antigovernamentais generalizadas, que culminaram nos dias 08 e 09 de janeiro.
O Governo reconheceu mais de 3.000 mortes, atribuindo a violência a “atos terroristas” orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel. As organizações não-governamentais (ONG), sediadas no estrangeiro, afirmaram que a repressão dos protestos provocou milhares de mortos.
Na quarta-feira, o poder judicial anunciou que Mohammad Amini Dehaghani foi condenado por ‘moharebeh’ [“guerra contra Deus”, em persa] e “corrupção na Terra”, especificamente “por usar uma espingarda Kalashnikov roubada a oficiais e por colocar em risco a segurança nacional”.
As execuções têm aumentado no país desde o início da guerra desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro. Muitos dos executados tinham sido condenados pela sua participação nos protestos.
Em 2026, pelo menos 40 homens foram executados no Irão, incluindo 18 que participaram nos protestos, anunciou a ONU em 15 de junho. No ano passado, as autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas, um recorde desde 1989, de acordo com relatórios recentes das ONG Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty (ECPM), ambas sediadas na Noruega.
Segundo as ONG, como a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais utiliza a pena de morte depois da China.
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