Para evitar burlas quando procura uma casa para passar as suas férias, há recomendações que deve levar em conta. A DECO Proteste publicou um artigo, no passado dia 21 de setembro, no qual explica sete cuidados a ter que tem (mesmo) de seguir: Fique a par.
A DECO Proteste começa por salientar que “o fator confiança é fundamental neste tipo de negócio”, sendo “aconselhável recorrer a um imóvel no qual já tenha passado férias”. “Os contactos de uma pessoa amiga ou de um conhecido também podem ser úteis”, destaca.
Chamando a atenção para “anúncios na internet ou nos jornais cujos imóveis não pertencem a quem, supostamente, os disponibiliza” e para “imagens editadas”, a DECO PROteste aconselha ainda a que procure “casa para férias em plataformas ou jornais fiáveis”.
“Comece por confirmar no anúncio o número de registo do estabelecimento de alojamento local (AL) e, de seguida, confirme-o no site do Turismo de Portugal”, é vincado no mesmo artigo, onde se aponta também a necessidade de “evitar precipitações, sobretudo na altura de pagar e quando a reserva for feita através da internet”.
Mas quais os 7 conselhos da DECO PROteste?
- “Desconfie se for barato” – “Desconfie sempre de ofertas demasiado boas, como casas com preços muito baixos, que se encontrem, por exemplo, muito bem decoradas ou equipadas e com vista privilegiada para o mar”, salienta-se. Poderá sempre “pedir para visitar a casa”, e “pense duas vezes se notar alguma resistência por parte do proprietário em fazê-lo”.
- “Pesquise em várias plataformas” – “As comissões cobradas aos proprietários variam consoante a plataforma, e o mesmo apartamento pode estar anunciado em vários sítios com preços diferentes. Procure a melhor oferta. Lembre-se de verificar se os sites são seguros antes de avançar”, destaca a DECO PROteste.
- “Visite o imóvel” – “Quer tome conhecimento do imóvel através de anúncio de jornal, plataforma na internet ou rede social ou contacto direto, se possível, é aconselhável que o visite primeiro. Por vezes, as fotografias criam uma imagem diferente da que vai encontrar”, adianta.
- “Não ceda a pressões” – A DECO PROteste vinca que “um sinal de que pode estar a ser alvo de burla é se o pressionarem a tomar uma decisão rápida, por exemplo, com o argumento de que têm outras pessoas interessadas e que deve fazer o pagamento do sinal para garantir a reserva”. “Demore o tempo que precisar até se sentir confiante com o negócio”, destaca-se.
- “Confirme antes de pagar” – “Antes de entregar um sinal para reservar a casa para férias através da internet, faça algumas verificações”, apela a DECO PROteste. Procure por anúncios semelhantes, peça mais imagens do interior, verifique a identidade do anunciante, confirme se “a identidade do titular da conta bancária a depositar coincide com a do anunciante” e “veja se o contacto de telemóvel que lhe foi dado se mantém ativo desde o primeiro contacto”. Deverá ainda ter cuidados antes do pagamento ou reserva, nomeadamente não fazer “transferências bancárias ou MB Way diretos para garantir um possível desconto” ou não clicar “em links enviados por SMS ou e-mail para confirmar dados do cartão.”
- “Reclame se correr mal” – “Quando a casa não corresponde ao anunciado (pelas fotos ou condições de alojamento, por exemplo) deve pedir o livro de reclamações em formato físico, que os estabelecimentos de alojamento local são obrigados a ter”, afirma a DECO PROteste.
- “Denuncie as burlas” – “Se perceber que foi burlado, participe imediatamente o caso às autoridades policiais, munido de toda a documentação que tiver reunido: anúncio, e-mails, fotografias e comprovativos de pagamento”, advoga-se no mesmo artigo.

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Mariline Direito Rodrigues | 19:03 – 06/09/2026



