Em comunicado, a ATL refere que a proposta da empresa, no valor de 556 mil euros, foi escolhida entre duas candidaturas apresentadas ao concurso público, ficando abaixo do procedimento, fixado em 609 mil euros.
De acordo com a associação, a seleção da Teixeira Couto resultou da aplicação dos critérios definidos no concurso para a prestação de serviços de conceção, produção, instalação, exploração assistida, manutenção e desmontagem da iluminação e decoração natalícia da capital.
Com sede em Mouriz, no concelho de Paredes, distrito do Porto, a Iluminações Teixeira Couto é uma empresa portuguesa especializada em iluminações festivas e natalícias, com mais de 50 anos de atividade.
Este é o primeiro ano em que a ATL organiza a iluminação de Natal em Lisboa.
Até aqui era responsabilidade da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS), através de um protocolo estabelecido com o município lisboeta, que se desfez depois de, em março, a presidente da UACS, Carla Salsinha, e o ex-secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, terem sido constituídos arguidos no âmbito da operação Lúmen, da Polícia Judiciária (PJ), por suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas.
No início de maio, a Câmara de Lisboa aprovou transferir 750 mil euros do Fundo de Desenvolvimento Turístico para a ATL instalar as iluminações de Natal na cidade este ano.
Questionada na altura pela Lusa, a UACS disse que “respeita a decisão da Câmara de Lisboa relativamente ao modelo definido para as iluminações de Natal de 2026, tratando-se de uma opção que cabe exclusivamente à autarquia”.
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