Vucic disse numa entrevista no estúdio da televisão nacional (RTS) que ia assinar na quarta-feira o decreto de dissolução do Parlamento e convocar as eleições de imediato.
“As eleições decorrerão na Sérvia a 25 de outubro. (…) Acredito que conseguiremos, no final, depois das eleições, sair desta crise”, declarou o chefe de Estado sérvio.
A Sérvia vive em instabilidade política desde novembro de 2024 com um vasto movimento de protesto, que surgiu após o colapso fatal de um toldo na estação de Novi Sad, no norte do país.
Este acidente, que fez dezasseis mortos, provocou a ira de centenas de milhares de cidadãos, liderados por um movimento estudantil, que consideraram aquele facto como resultado da corrupção que, segundo os manifestantes, corrói o país que negoceia a sua adesão à União Europeia.
Os apelos iniciais por uma investigação transparente sobre a tragédia transformaram-se, assim, numa exigência de realização de eleições antecipadas.
O Chefe de Estado prometia regularmente a realização dessas eleições, dando datas aproximadas.
O movimento de protesto parece ter perdido força com o tempo, mas os estudantes anunciaram que apresentariam a sua própria lista para o escrutínio.
Líder nacionalista, Aleksandar Vucic, de 56 anos, está no poder como Primeiro-Ministro ou Presidente há mais de uma década.
Eleito presidente em 2017 e depois reeleito em 2022 para um mandato de cinco anos, o chefe de Estado declarou recentemente que iria demitir-se assim que convocasse oficialmente as legislativas, para se lançar na campanha, deixando transparacer a sua ambição de voltar ao cargo de Primeiro-Ministro.
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