Uma em cada 10 casas à venda em Portugal sai do mercado em menos de sete dias, mas há três distritos que se destacam: os negócios são ainda mais rápidos em Aveiro, Coimbra e Porto. Os dados são da plataforma de imobiliário idealista.
“Cerca de 10% das casas anunciadas para venda em Portugal no segundo trimestre do ano saíram o mercado em menos de sete dias. (…) Além destas ‘vendas relâmpago’, 18% das casas desapareceram entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses, 35% entre três meses e um ano, e 6% permaneceram no mercado por mais de um ano”, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.
Aveiro, Coimbra e Porto lideram vendas mais rápidas
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, Aveiro, Coimbra e Porto destacam-se como as cidades onde se registam mais vendas rápidas, de acordo com os dados divulgados. Cerca de 11% dos imóveis são vendidos em menos de sete dias.
“Segue-se Braga (10%), depois Funchal (9%) e depois Beja, Faro, Leiria e Viana do Castelo (8% cada). Também Ponta Delgada e Santarém (7% cada), Setúbal e Viseu (6% cada) e Lisboa (5%) registaram percentagens relevantes de vendas em menos de sete dias. Castelo Branco foi a capital com menor percentagem de vendas em menos de sete dias (3%)”, revela a plataforma de imobiliário.
Já ao analisar o mercado por distritos e ilhas, “a ilha da Madeira e o Porto destacam-se como os territórios onde se registam mais vendas rápidas, com 15% dos imóveis vendidos em menos de sete dias cada. Seguem-se Aveiro (12%), Coimbra (11%), e Braga, Santarém e Viseu (10% cada)”.
“Também Portalegre e Viana do Castelo (9% cada), Beja (8%), Bragança, Leiria, Lisboa e Setúbal (7% cada), Castelo Branco, Évora, ilha de São Miguel e Vila Real (6% cada) e Faro (5%) registaram percentagens relevantes de vendas em menos de sete dias. A Guarda foi o território com menor percentagem de vendas em menos de sete dias (3%)”, nota o idealista.
Além disso, “analisando prazos mais longos, destaca-se o peso das vendas realizadas entre um e três meses, com especial incidência em Bragança (38%), Setúbal (36%) e Aveiro e Santarém (35% cada)”.
“Já as vendas concluídas entre três meses e um ano são mais frequentes na ilha de São Miguel (51%), Vila Real (48%), Guarda (44%), e Évora (41%) e Castelo Branco (40%), refletindo mercados onde as casas demoram mais tempo a ser vendidas”, pode ler-se na nota divulgada.
Refere ainda a plataforma que, “analisando horizontes temporais mais longos, verifica-se que uma parte significativa dos imóveis sai do mercado entre um e três meses, com destaque para Castelo Branco (38%), Viseu (36%), Setúbal (36%) e Leiria (33%)”.
“Já no período entre três meses e um ano, Ponta Delgada lidera (53%), seguido de Santarém (47%), Castelo Branco (44%), Viana do Castelo (42%), Lisboa (40%) e Beja (39%), revelando mercados onde o ritmo de absorção da oferta é mais lento”, pode ler-se.
Leia Também: Afinal, embalagens sem símbolo Volta não desaparecem a partir de hoje



