Um homem que matou uma menina de 15 anos foi condenado a prisão perpétua, nos Estados Unidos, depois de ter sido descoberta uma pastilha elástica nas costas da vítima. O caso remonta ao ano de 1978 e tinha sido arquivado.
Mark Stanley Personette, de 80 anos, natural do Colorado, foi condenado no final do ano passado pelo homicídio de Marissa Rolf Harvey, que desapareceu no dia 27 de março de 1978, depois de ter ido ao Golden Gate Park, em São Francisco, Califórnia.
“Após quase 50 anos, o sr. Personette finalmente está a ser responsabilizado pelos crimes hediondos contra a Marissa e passará o resto da vida na prisão”, adiantou a procuradora distrital Brook Jenkins num comunicado esta quarta-feira, citado pelo New York Post.
E acrescentou: “Embora não possa trazer a Marissa, esperamos que a sentença de hoje deixa a família com a sensação de que foi feita justiça por tudo o que sofreram”.
A jovem de 14 anos, que vivia em Nova Iorque, tinha ido visitar a irmã a São Francisco. No dia do desaparecimento, tinha ido dar uma volta ao Golden Gate Park. Mais tarde, o corpo foi encontrado perto do Parque Sutro Heights.
De acordo com a polícia, Melissa foi agredida sexualmente e estrangulada. Sem provas, o caso acabou por ser arquivado.
No entanto, em outubro de 2020, as autoridades reabriram-no e utilizaram testes avançados de ADN e genealogia investigativa para encontrar o presumível autor do crime.
Os testes revelaram um perfil de ADN masculino na camisola e calças da jovem, além de uma pastilha elástica seca que estava presa na zona das costas.
Para chegar ao ADN do homem, o FBI apanhou-o a deitar o lixo num estacionamento de um Wallmart, em Denver. Desta feita, recolheram amostras e, posteriormente, o ADN mostrou ser compatível.
Já nas buscas feitas à casa do suspeito, as autoridades encontraram matrículas de carro da Califórnia, embora Personette tenha negado ter estado naquela cidade.
Note-se, no entanto, que Marissa Harvey não terá sido a única vítima. Durante o julgamento, uma outra vítima testemunhou que, em 1979, foi abusada quando tinha 16 anos, em Nova Jérsia.
No final do julgamento, os procuradores responsáveis elogiaram a conclusão do caso depois de décadas sem resolução.
“Esta sentença reflete a extraordinária crueldade da conduta de Mark Personette e o mal que causou”, apontou a procuradora, acrescentando que “ele passará o resto da vida a enfrentar as consequências de ter matado Marissa”.
Leia Também: Tribunal dos EUA suspende execução de reclusa 1h antes de acontecer



