Para 2027, a previsão da agência de notação financeira para a evolução do PIB nacional subiu um ponto base, dos anteriores 1,8% para 1,9%.
A taxa de desemprego mantém-se igual à anterior projeção de março, ou seja, 5,9% tanto em 2026 como 2027.
Na sua análise sobre cenários macroeconómicos globais, a DBRS acredita num crescimento moderado das economias avançadas, refletindo as expectativas de perturbações geopolíticas relacionadas com a energia de uma forma “controlada”.
“O crescimento das economias avançadas continua tímido, mas resiliente, particularmente na Europa, enquanto os EUA, a China e a Índia continuam a apoiar a atividade global”, indica a avaliação da agência.
Os EUA são apontados como “exceção entre as principais economias avançadas, enquanto a Índia e a China se destacam entre os mercados emergentes”.
A DBRS refere que o crescimento global, principalmente nos EUA e na China, tem sido alimentado pela “corrida ao armamento tecnológico”, que está a gerar uma forte procura de investimentos em tecnologia, especialmente IA, em infraestruturas de energia e nas indústrias aeroespacial e de defesa.
Na Europa, a DBRS prevê que a França, a Alemanha, a Itália e o Reino Unido cresçam entre 0,6% a 0,9% em 2026, estimando-se uma ligeira aceleração para 0,7% a 1,2% em 2027.
“A Península Ibérica, no entanto, continua a apresentar um desempenho superior, juntamente com a Irlanda, a Grécia, partes da Europa Central e Oriental e alguns países nórdicos”, indica a nota.
A análise refere ainda que o impacto do bloqueio do estreito de Ormuz no crescimento e na inflação “tem sido limitado até à data”, mas, se se prolongar, “os riscos continuam inclinados para o lado negativo”.
Apesar da tendência negativas das previsões nos últimos três meses, em resultado da guerra no Médio Oriente e da subida das taxas de juro do Banco Central Europeu, “a inflação continua acima das metas de política monetária em muitos países, e o desemprego mantém-se em níveis historicamente moderados ou baixos”.
“As previsões apontam ainda para um crescimento moderado na maioria das economias que avaliámos, e os ajustamentos em baixa das previsões têm sido modestos até à data. Isto parece refletir as expectativas de que o encerramento do estreito de Ormuz terá uma duração ou impacto limitados, ou pelo menos será substancialmente compensado pelo apoio orçamental às famílias e empresas afetadas pelas perturbações”, lê-se ainda na nota.
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