“Portugal está a crescer mais do que Espanha, apesar dos excelentes números que temos aqui”, afirmou o presidente do grupo financeiro espanhol, Juan Carlos Escotet Rodríguez, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados dos primeiros seis meses do ano, hoje, em Santiago de Compostela, Espanha.
“O crescimento está a revelar-se melhor até mesmo ao de Espanha. Ambos são muito bons, mas o de Portugal está melhor”, salientou, referindo que o mercado português representou 32% dos cerca de 10.000 milhões de euros de novo crédito concedido pelo grupo financeiro a particulares e a empresas no primeiro semestre.
O grupo controlado por Escotet comprou em Portugal o Eurobic em 2024 e concluiu a integração da instituição financeira no último trimestre de 2025, passando o Abanca Portugal a ser uma filial do grupo.
Depois do encerramento de 24 balcões no país, o Abanca Portugal passou a ter 229 agências.
Questionado pelos jornalistas sobre os programas criado pelo Governo português para apoiar o crédito à habitação dirigido aos jovens até aos 35 anos, através de uma garantia do Estado, o ‘chairman’ afirmou que este regime “é uma iniciativa magnífica”.
Embora afirmando que ainda não se verifica o nível de procura esperado, a adesão “tem vindo a melhorar de forma gradual, mas provavelmente ainda lhe falta alguma intensidade”.
“Sempre que exista procura compatível com a nossa política de risco, estaremos disponíveis para conceder crédito”, garantiu o presidente do grupo espanhol, dizendo que a concessão de financiamento “continua a ser uma prioridade e a melhor forma de defender a margem financeira”, em particular quando se verifica uma descida das taxas de juro.
O Abanca Portugal registou um lucro de 41,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, mais 11,9% do que no mesmo período de 2025, representando 17% das receitas do grupo espanhol.
O volume de negócios totalizou 21.025 milhões de euros no final do semestre.
O grupo, no seu todo, registou um lucro de 386 milhões de euros de janeiro a junho, uma quebra de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025, que a instituição financeira atribuiu, no documento de apresentação de resultados, ao aumento da taxa efetiva de imposto, provocado pela menor utilização de créditos fiscais.
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