José Luís Carneiro falou aos jornalistas à chegada para o encontro da plataforma de políticas públicas que vai criar uma estratégia nacional para aumentar salários, valorizar o trabalho e reforçar a competitividade económica e que integra nomes como os ex-ministros Mário Centeno, Fernando Medina e Pedro Siza Vieira.
“O nosso calendário é construirmos uma proposta que seja sólida e que seja alternativa, perdível à política económica do Governo. Há uma coisa que eu quero repetir: nós não devemos ter pressa, nós devemos dar passos muito sólidos”, respondeu aos jornalistas quando questionado sobre qual o calendário para esta proposta.
O secretário-geral do PS insistiu que é preciso “construir esta solução de política económica com tranquilidade”.
O PS, segundo Carneiro, quer “evitar fazer aquilo que fez este Governo, que foi prometer soluções milagrosas” nas várias áreas, incluindo no crescimento económico, que acusa o executivo de Luís Montenegro de depois não cumprir.
“Trata-se de uma ‘solução para um futuro melhor’. Naturalmente que as propostas políticas que se constroem com as pessoas e com as instituições, no nosso caso é para servir o país quando os portugueses entenderem que nós estamos preparados para podermos colocar as nossas propostas ao serviço do país”, respondeu.
Carneiro explicou que neste encontro que hoje decorre será validada uma “estrutura base” desta estratégia que “está para discussão”.
“Depois vai estar também em discussão com os parceiros sociais e com os diferentes setores da economia nacional para podermos apresentar uma visão alternativa, sólida, para o futuro do nosso país”, explicou.
Uma das preocupações centrais do PS é, segundo o seu líder, “garantir uma convergência de salários com os salários médios europeus”.
“Isso significa que os nossos salários têm de se aproximar do PIB médio europeu, o que significa dar um saldo de cerca de 20 pontos percentuais. Temos de mobilizar todos os motores da economia nacional, temos de os qualificar, temos de os modernizar e temos de ter uma infraestrutura industrial capaz de vencer esses desafios”, explicou.
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