A Guarda Costeira iemenita disse em comunicado que o navio, identificado como “Faize Noore Oliya”, foi atingido quando navegava a cerca de 24 quilómetros a sul do porto de al-Hudaydah, um importante enclave controlado pelos rebeldes Huthis do Iémen.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, numa altura em que a segurança do comércio marítimo no mar Vermelho está ameaçada pelos rebeldes Huthis, aliados do Irão, que anunciaram recentemente um bloqueio marítimo à Arábia Saudita em resposta às ações de Riade no Iémen.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia confirmou e condenou o “ataque ao navio mercante de bandeira indiana ‘MSV Faize Noore Oliya’, que se afundou no mar Vermelho ao largo da costa do Iémen”.
Numa declaração divulgada nas redes sociais, a diplomacia de Nova Deli confirmou também o resgate de 13 tripulantes indianos e um iemenita que seguiam a bordo do navio e manifestou gratidão pelo apoio das autoridades iemenitas.
A Arábia Saudita intervém no Iémen desde 2015 à frente de uma coligação militar que apoia o governo internacionalmente reconhecido do país.
Após um ataque ao aeroporto de Sanaa, em 13 de julho, e que os Huthis ligaram a Riade, os rebeldes iniciaram ataques contra infraestruturas energéticas da Arábia Saudita, que respondeu com ações contra posições do grupo iemenita no Iémen.
Estes ataques cruzados aumentaram ainda mais a pressão sobre a região e, em particular, sobre a Arábia Saudita, a par da guerra desencadeada por Estados unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.
Até ao cessar-fogo na Faixa de Gaza, em outubro do ano passado, os Huthis ameaçaram igualmente o tráfego marítimo comercial ao lardo da costa do Iémen, alegando solidariedade com o aliado palestiniano Hamas na guerra com Israel.
Leia Também: Presidente da Comissão Europeia condena violência contra ciganos na UE



