Enquanto gritavam “demissão, demissão”, os 60 deputados do Chega batiam com as mãos nas bancadas. Pouco depois, em resposta, os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP levantaram-se também, para aplaudir de pé o Governo, enquanto nas bancadas à esquerda vários deputados começaram a abandonar os seus lugares.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, interveio ao fim de cerca de meio minuto, enquanto o Chega prosseguia os gritos, e justificou não ter atuado de imediato.
“Eu vou explicar porque é que eu não interrompi a sessão: porque o Chega queria que eu interrompesse a sessão para mostrar que a democracia não funciona. Comigo estarei aqui sempre, sempre. Comigo o Parlamento funciona, comigo o Parlamento está a funcionar sempre, sempre, nem que saia daqui à meia-noite”, afirmou.
Aguiar-Branco considerou que o comportamento dos deputados do Chega “não dignifica o Parlamento” e acrescentou que “quem estiver a ver há de fazer o seu juízo e no seu juízo há de depois fazer aquilo que entende no próximo ato eleitoral”.
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