Não houve, para já, qualquer comentário por parte das Forças Armadas israelitas.
O Hospital al-Awda, no campo de refugiados de Nuseirat, confirmou o número de vítimas, indicando que as pessoas foram atingidas durante o funeral de um palestiniano morto num ataque ocorrido também hoje.
Israel e o movimento islamita Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo em outubro do ano passado com o objetivo de pôr termo à guerra, que durava há dois anos.
Os combates de maior intensidade diminuíram, mas as manobras militares prosseguem no enclave e pelo menos 1.123 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território.
O ministério, que integra o Governo liderado pelo Hamas, mantém um registo pormenorizado das vítimas, considerado geralmente fiável pelas agências das Nações Unidas e por especialistas independentes.
O organismo não distingue entre civis e combatentes, mas afirma que a maioria dos mortos são mulheres e crianças.
Grupos armados têm realizado ataques com armas de fogo contra militares israelitas, e Israel afirma que os seus bombardeamentos são uma resposta a esses ataques e a outras violações do frágil cessar-fogo. Desde o início da trégua morreram pelo menos cinco militares israelitas.
A guerra em Gaza começou após o ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel, a 07 de outubro de 2023, que provocou cerca de 1.200 mortos e resultou no rapto de 251 pessoas.
A ofensiva de retaliação lançada por Israel na Faixa de Gaza provocou a morte de mais de 73.260 palestinianos, incluindo os mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do enclave.
A retaliação israelita também provocou um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território palestiniano e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
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