Ainda tem dúvidas sobre o Volta e o seu funcionamento? Uma nova campanha da SDR Portugal, entidade responsável pela implementação e gestão, apresenta duas verdades e dois mitos sobre o sistema, para que os consumidores percebam “o que é verdade e o que é falso”.
Em comunicado enviado às redações esta segunda-feira, dia 21 de setembro, começa por se apontar que “do valor de depósito às condições de devolução das embalagens, há ainda algumas dúvidas sobre o funcionamento do Sistema de Depósito e Reembolso.”
Então, a entidade apresenta “quatro verdades e mitos sobre a Volta”.
São eles:
- “É possível devolver embalagens volta que não estão perfeitas” – VERDADEIRO
“Sim, desde que não estejam espalmadas e tenham o código de barras legível. A embalagem não precisa de estar imaculada para ser aceite. O importante é que mantenha as condições necessárias para a máquina a conseguir identificar e validar. Isto permite evitar situações de fraude.”
- “A Volta ajuda-nos a reciclar mais e melhor” – VERDADEIRO
“A Volta garante que 100% das embalagens são recicladas. O SDR permite assegurar uma recolha dedicada das embalagens abrangidas que seguem um circuito próprio para que possam voltar a ser novas garrafas e novas latas. Isto significa mais material recuperado, mais recursos aproveitados, menos consumo de matérias-primas virgens. Uma economia mais circular. Na reciclagem tradicional, as embalagens misturam-se, dificultando o processo de reciclagem. É por isso que os dois sistemas se complementam – cada um tem o seu papel.”
- “O valor de depósito da volta é um imposto” – FALSO
“É um valor que recuperamos totalmente quando devolvemos as embalagens. Os 0,10€ são um valor de depósito, pago no momento da compra e totalmente recuperados quando devolvemos a embalagem através do sistema.”
- “Não é possível devolver embalagens quando não há uma máquina Volta” – FALSO
“Podemos sempre devolver ao estabelecimento onde as comprámos, seja num pequeno supermercado ou café.”
A SDR Portugal frisa ainda que, “no caso do retalho, existem também Pontos Volta manuais onde não há uma máquina, como pequenas lojas, minimercados ou supermercados de proximidade”. “Nestes locais não existe máquina, mas o estabelecimento recebe as embalagens, verifica se cumprem os critérios e devolve o valor de depósito. Assim, até mesmo nas zonas mais remotas, é possível devolver as embalagens com o símbolo Volta”, é adiantado.
Já “no caso do HoReCa, se o pagamento for efetuado inicialmente, será cobrado o valor de depósito. No entanto, é sempre possível apresentar a embalagem e, caso peçam, o comprovativo de pagamento, para pedir a devolução dos 0,10€”.
No mesmo comunicado é ainda recordado que “o Sistema de Depósito e Reembolso abrange embalagens de bebidas de uso único, de plástico, alumínio e aço, com capacidade até 3 litros, devidamente identificadas com o símbolo Volta. O consumidor paga um depósito de 0,10 euros no momento da compra, valor que recupera quando devolve a embalagem num dos Pontos ou Quiosques Volta.”
O sistema Volta entrou em funcionamento em Portugal em abril de 2026 e tem, atualmente sido alvo de polémica. Recorde-se que, após queixas de Carlos Moedas, que disse que o sistema Volta tem sido “um imposto para quem paga e um drama social sem precedentes na cidade”, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, respondeu na passada quarta-feira ao autarca de Lisboa, reconhecendo alguns constrangimentos – mas garantindo que veio para ficar.

Volta é trabalho para alguns? “Há pessoas que chegaram a fazer 40€/ dia”
O sistema Volta, que permite o reembolso de 10 cêntimos por embalagem, tem gerado discussões sobre o impacto social, sendo que há relatos de pessoas que chegam a ganhar até 40 euros por dia com a recolha de garrafas e latas. São 880 euros no final do mês.
Notícias ao Minuto com Lusa | 09:35 – 17/09/2026



