De acordo com uma nota na rede social X, a UKMT indicou que a tripulação está a salvo, sem especificar a nacionalidade do navio, os seus portos de origem e destino, ou se se tratava de um navio-tanque de petróleo ou de gás natural liquefeito (GNL).
Já a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), do Irão, denunciou hoje que pelo menos três petroleiros com bandeira dos Emirados Árabes Unidos, ou fretados pelo país, tentaram atravessar o estreito de Ormuz violando os seus protocolos de navegação.
“Nos últimos dias, vários petroleiros foram atacados no estreito de Ormuz, sendo que os três últimos eram propriedade dos Emirados Árabes Unidos ou fretados por esse país”, indicou o organismo em comunicado divulgado pela ISNA, pela Mehr e por outras agências de notícias iranianas.
O organismo, criado em maio pelo Irão para gerir o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, indicou ainda que, nos últimos dois meses, os petroleiros Mersin Prosperity, Al Ruwais e Sinbad navegaram “repetidas vezes” pelas águas de Ormuz e constam da lista de Teerão de embarcações infratoras por incumprimento dos protocolos de navegação.
O estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, está no centro do conflito que os Estados Unidos e Israel desencadearam no final de fevereiro com ataques ao Irão.
Desde então, a República Islâmica reivindica o controlo da região e paralisa em grande parte a circulação marítima, enquanto Washington impõe, em resposta, um bloqueio aos portos iranianos.
Tem-se observado uma relativa calma nas últimas semanas e os Estados Unidos não atacam o Irão desde 01 de setembro, embora os navios sejam regularmente alvo de ataques no Estreito de Ormuz.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão entrou no oitavo mês e encontra-se num impasse, marcado pela intensificação das sanções norte-americanas e o bloqueio naval, bem como por ataques esporádicos de Teerão a navios-tanque no estreito de Ormuz.
Os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre EUA e Irão parecem ter estagnado.
As autoridades iranianas indicaram na quarta-feira ter recebido uma resposta oficial dos EUA à mais recente proposta de Teerão para pôr fim à guerra de sete meses, uma proposta que Trump tinha rejeitado publicamente poucos dias antes.
As autoridades não revelaram o conteúdo da resposta nem se representava uma rejeição.
Apesar da rejeição pública de Trump, os mediadores continuam a trabalhar com o Irão e os EUA na tentativa de negociar um acordo para pôr fim aos combates e abrir o Estreito de Ormuz, segundo responsáveis que não tinham autorização para comentar publicamente e falaram sob anonimato.
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