De acordo com Israel, Ammar Sharafi e Mohamed Nagar foram identificados pelas autoridades militares israelitas.
Sharafi era comandante de pelotão das Brigadas Al-Qassam (o braço armado do Hamas), mas Israel não atribuiu qualquer patente específica a Nagar, afirmando que integrava as brigadas Al-Qassam e que preparava ataques contra as tropas israelitas.
“Após a eliminação, Mohamed Nagar foi apresentado como jornalista, omitindo a ligação à ala militar da organização terrorista Hamas”, referiu o comunicado das Forças Armadas israelitas.
O Governo de Gaza identificou Nagar como “jornalista da Rádio do Alcorão”, uma emissora dedicada à transmissão de recitações do livro sagrado e programas islâmicos, ligada ao Ministério dos Assuntos Religiosos.
Segundo o governo do Hamas, Israel matou “263 repórteres” na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva, em outubro de 2023.
O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), sediado em Nova Iorque, estima o número em 189.
O CPJ afirmou que as forças israelitas continuam a ser responsáveis pela maioria das mortes de jornalistas e profissionais desde 2023.
Até ao momento, as Brigadas Al-Qassam não se pronunciaram sobre Nagar, cuja identificação por Israel como membro da milícia ocorreu, tal como na maioria dos casos de repórteres mortos, sem a apresentação de provas.
Nagar morreu num bombardeamento com míssil realizado por Israel na região de Mawasi, no sul de Gaza.
Sharafi foi uma das quatro pessoas mortas na quarta-feira, quando o Exército israelita atingiu um veículo numa rua da cidade de Gaza, no norte do enclave.
Na resposta à ação do Hamas contra Israel a 07 de outubro de 2023 e que fez 1.200 mortos, os ataques israelitas em Gaza mataram mais de 74 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território costeiro palestiniano.
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