O ministério publicou dois comunicados sobre estas prorrogações a 27 de setembro, dias depois de ambos os países terem realizado uma nova ronda de negociações comerciais e de os respetivos chefes de Estado, Xi Jinping e Donald Trump, se terem reunido em Washington.
As investigações, iniciadas no passado dia 27 de março, centram-se nas práticas e medidas norte-americanas que “minam as cadeias globais de produção e abastecimento” e que “obstruem o comércio de produtos ecológicos”, segundo o ministério.
Pequim lançou as averiguações depois de Washington ter aberto duas investigações contra a gigante asiática e outras economias, por alegada sobrecapacidade industrial e trabalho forçado, ao abrigo da secção 301 da Lei do Comércio de 1974, que permite impor direitos aduaneiros a países acusados de práticas comerciais desleais.
As prorrogações surgem depois de ambas as potências terem alargado até 10 de janeiro de 2027 a trégua comercial que expirava a 10 de novembro, um acordo anunciado no âmbito da cimeira de Washington.
Ambas as partes concordaram ainda em reduzir os direitos aduaneiros sobre diversos produtos, num valor de cerca de 30.000 milhões de dólares (26,5 mil milhões de euros) cada uma, desde brinquedos e eletrodomésticos chineses até carne, cereais, carvão e equipamento médico norte-americano.
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