Esta cidade, de quase 570.000 habitantes, viveu o dia de hoje com medo, depois da ofensiva que matou horas antes treze membros, incluindo um dos líderes, das Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), um grupo armado de origem paramilitar que vive do controlo das rotas do narcotráfico e da extorsão.
Várias zonas de Santa Marta, uma das grandes cidades colombianas, acordaram desertas hoje devido a rumores sobre restrições ao comércio e à mobilidade impostas por este grupo armado que aterroriza a região.
Vídeos circularam nas redes sociais, a mostrar homens armados a andar de moto pelas ruas da cidade e a disparar sobre os comércios abertos, bem como camiões incendiados a bloquear algumas estradas.
“Estes delinquentes ameaçam incendiar grande parte da região do Caribe, começando por Santa Marta, onde ameaçaram comerciantes, habitantes e transportadores”, afirmou num vídeo o presidente da Espriella.
“Ordenei (…) que Santa Marta fosse militarizada”, anunciou, acrescentando: “Quem não se submeter será eliminado”.
A polícia reforçou hoje a sua presença nas áreas comerciais da cidade com unidades contra a extorsão e forças especiais, informou um porta-voz da instituição à agência de notícias francesa AFP.
E forças militares também foram destacadas para estarem ao longo da estrada que liga Santa Marta ao departamento de La Guajira, fronteiriço com a Venezuela, onde as ACSN também operam.
Abelardo de la Espriella, ex-advogado milionário apoiado pela administração Trump, está no cargo de Presidente desde agosto. Defensor de uma direita dura, prometeu esmagar os grupos armados do país envolvidos no tráfico de cocaína, cujo primeiro produtor mundial é a Colômbia.
Leia Também: Colômbia abandona coligação internacional para defesa dos direitos LGBT



