Khalil interpôs a ação judicial contra o conselho diretivo da universidade juntamente com Mohammad Ibrahim Zubair, também antigo aluno de Columbia, e a organização estudantil Grupo de Trabalho para a Palestina (PWG, na sigla em inglês).
Os queixosos sublinham a “ausência de resposta” do centro perante “episódios de assédio grave, persistente e coordenado” infundados, alegadamente motivados pelo “seu ativismo e afiliação pró-palestiniana e/ou pela sua condição de imigrantes não-cidadãos”.
“A indiferença deliberada perante tal assédio permitiu a divulgação coordenada e persistente de dados pessoais de vários membros do PWG e levou diretamente à detenção ilegal e à tentativa de deportação de Khalil, a 08 de março de 2025”, referem.
Especificamente, indicam que foram divulgados publicamente nomes e fotografias de membros do PWG e de outros estudantes em ‘sites’ da Internet e num camião com um ecrã gigante que circulava pelo campus da universidade de Columbia.
Além disso, alegam que Khalil, Zubair e outros membros do PWG foram alvo de ameaças, tanto nas instalações da instituição de ensino como em ‘chats’ de grupos “patrocinados pela universidade”.
Khalil, de 31 anos e residente legal nos Estados Unidos, tornou-se o alvo preferencial da campanha do Governo do Presidente republicano, Donald Trump, pelo controlo do discurso nas universidades, ao liderar, no início de 2024, protestos contra a guerra de Israel na Faixa de Gaza na Universidade de Columbia, onde estudava.
Casado com uma cidadã norte-americana, o ativista palestiniano foi sinalizado pelo Governo devido ao seu estatuto de imigrante e detido em março de 2025, tendo passado três meses num centro de detenção de imigrantes no estado da Luisiana até ser libertado sob fiança por um juiz federal que alegou inconstitucionalidade.
Os autores da ação judicial contra Columbia acusam ainda a universidade de, durante o período em que o estudante palestiniano esteve detido, se ter negado a corrigir “a desinformação sobre o papel de Khalil como negociador e mediador” durante os protestos, o que, por sua vez, fomentou o assédio a outros estudantes palestinianos ou de ascendência árabe ou muçulmana.
Columbia suspendeu, além disso, o PWG, “com o objetivo de incitar à hostilidade contra os seus membros e justificar a limitação da presença e dos eventos” daquele organismo estudantil no campus.
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