“Vem aí uma nova era”, refere em comunicado, explicando que o objetivo é consolidar o partido como segunda força política na Região Autónoma da Madeira e também como “força nacional de domínio regional”.
Élvio Sousa sublinha que, apesar do crescimento eleitoral, o JPP tem ainda “um longo caminho a percorrer”, sobretudo ao nível de preparação, formação, captação de temas, capacidade de iniciativa e reforço de recursos humanos.
“O partido está prestes a concluir a sua organização como uma força nacional de domínio regional”, refere, observando que o processo exige “mão firme, comando, capacidade de iniciativa, visão de futuro, mais coletivo e menos individualismo”.
O JPP nasceu como movimento de cidadãos em 2009, no concelho de Santa Cruz, na zona leste da Madeira, autarquia que lidera desde 2013 com maioria absoluta, e tornou-se partido político em 2015, ano em que elegeu cinco deputados ao parlamento regional.
Atualmente, é o maior partido da oposição madeirense, com 11 deputados na Assembleia Legislativa, composta por um total de 47.
Em maio de 2025, tornou-se no primeiro partido com sede fora de Lisboa a eleger um deputado para o parlamento português, Filipe Sousa.
O líder do JPP quer agora que o partido assuma uma “postura cada vez mais propositiva”, através da construção de um programa de governo e de uma agenda para a autonomia, ultrapassando a “mera crítica” à maioria PSD, que governa a região desde 1976 e atualmente em coligação com o CDS-PP.
Élvio Sousa indicou que, além da proposta de revisão constitucional já apresentada na Assembleia Legislativa Regional, o JPP vai avançar com outras “matérias estruturantes”, nomeadamente a criação de um regime fiscal próprio na região, um programa de redução da despesa pública, um plano para agricultura e silvopastorícia e um projeto para alargamento do subsídio de insularidade ao setor privado.
“Ser oposição não é apenas criticar a maioria caduca que governa, mas, igualmente, apresentar soluções inteligíveis”, sustenta, adiantando que o partido deve agora demonstrar “confiança de governo, capacidade e rigor”.
Leia Também: JPP também quer comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na PJ



