Segundo a página do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, a três anos foram colocados 400 milhões de euros em ‘OT 3,875% 15Fev2030’ à taxa de 3,122%.
A procura cifrou-se em 1.114 milhões de euros, 2,79 vezes o montante colocado.
A oito anos, o IGCP colocou 629 milhões de euros em ‘OT 2,875% 20Out2034’ à taxa de 3,559% e a procura atingiu 1.046 milhões de euros, 1,66 vezes o montante colocado.
No prazo de nove anos, o IGCP colocou 602 milhões de euros à taxa de juro de 3,632% e a procura cifrou-se em 914 milhões de euros, 1,52 vezes a oferta.
O IGCP tinha anunciado para hoje três leilões de OT com maturidades em 15 de fevereiro de 2030 (cerca de três anos e cinco meses), em 20 de outubro de 2034 (cerca de oito anos) e em 15 de junho de 2035 (oito anos e nove meses), com um montante indicativo global de entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros.
Comentando os leilões de hoje, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, afirma que os mesmos ocorreram “num contexto de subida generalizada das ‘yields’ soberanas, sobretudo por força do movimento da dívida ‘core'”.
“A pressão recente sobre os Bunds e Treasuries tem sido alimentada pela subida do preço do petróleo e pelo consequente agravamento dos riscos inflacionistas, levando o mercado a rever em alta as expectativas para as taxas diretoras”, refere.
Na zona euro, o mercado praticamente desconta uma subida de 25 pontos base da taxa de depósito, para 2,50%, afirma Filipe Silva, concluindo que “neste contexto, é natural que as taxas de colocação das três linhas portuguesas tenham ficado acima das observadas em emissões comparáveis anteriores”.
O responsável do Banco Carregosa considera que “a subida das ‘yields’ portuguesas tem acompanhado essencialmente o movimento das curvas ‘core’, não refletindo, até ao momento, uma deterioração da perceção de risco sobre o soberano português”.
“Os ‘spreads’ da dívida periférica face à Alemanha têm-se mantido relativamente contidos, sugerindo que os investidores continuam confortáveis com o risco de crédito destes países”, diz, acrescentando que “no caso português, este enquadramento é ainda reforçado pela decisão da Fitch, na passada sexta-feira, de elevar o ‘rating’ da República de A para A+, com ‘outlook’ estável”.
Filipe Silva sublinha que “a agência destacou a trajetória descendente da dívida pública, a robustez das contas públicas e um desempenho orçamental bastante mais favorável do que o observado em muitos dos seus pares”.
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