“A ‘Novaya Gazeta’ difundiu informação falsa sobre decisões e políticas das autoridades públicas russas, bem como o sistema eleitoral da Federação. Opôs-se à operação militar especial na Ucrânia, participo na difusão de mensagens e materiais de agentes estrangeiros ao público em general e colabora com agentes estrangeiros”, acusou o Ministério, em comunicado.
Incluídos na mesma lista foram também o cientista e apresentador de televisão Sergei Leibgrad, o editor Felix Sandalov, a destacada bióloga computacional e matemática Tatiana Tatarinova e a revista ‘Historical Expertise’.
Isto acontece depois de a ‘Novaya Gazeta’ – cujo chefe de redação, Dmitri Muratov, ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2021, juntamente com a jornalista filipina Maria Ressa, por contribuir para a liberdade de expressão – ter suspendido as suas atividades em março de 2022, perante a pressão dos dirigentes russos por não se ter registado na lista de agentes estrangeiros.
Posteriormente, parte da equipa de jornalistas lançou um projeto na Europa. Em 2023, os dirigentes russos declararam que as atividades de ‘Novaya Gazeta Europa’ eram indesejáveis na Federação Russa e, também nesse mesmo ano, incluíram Muratov na lista de agentes estrangeiros, em resultado do que a direção do título passou para Sergei Sokolov.
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