Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que o Pingo Doce e o Lidl reforçaram a sua posição até junho de 2026, ao passo que o Continente estabilizou após um início de ano mais pressionado. Por sua vez, a Mercadona continuou a expandir a sua base de compradores, impulsionada pela abertura de novas lojas.
“O mercado português caracteriza-se hoje por uma elevada intensidade competitiva, em que o crescimento sustentável depende menos da capacidade de atrair novos consumidores e mais da capacidade de aumentar a frequência de visita, reforçar o valor da cesta e consolidar a relação com os compradores”, explica a Worldpanel by Numerator.
Ora, os resultados revelam que as marcas de supermercados estão a seguir caminhos diferentes para ganhar quota: “No caso do Pingo Doce, a evolução manteve a tendência observada no início do ano, apoiada na valorização das cestas de compra através das suas dinâmicas promocionais”.
Já o “Lidl, por sua vez, continuou a ganhar quota graças ao aumento da frequência de compra e ao reforço da intensidade da relação com os seus clientes, demonstrando que visitas mais regulares podem ser tão determinantes para o crescimento como o valor gasto em cada ocasião”.
“Depois de um primeiro trimestre marcado por maior pressão competitiva, o Continente conseguiu estabilizar a sua posição ao longo do semestre, travando a tendência de perda anteriormente registada”, explica a empresa.
Por sua vez, a “Mercadona manteve a estratégia de expansão da sua rede comercial e continuou a aumentar a sua penetração entre os lares portugueses”, mas “esse crescimento da base de compradores não teve, até ao momento, um impacto proporcional na quota de mercado”.
Quem lidera?
De acordo com o ECO, que teve acesso a mais dados do relatório, o Continente lidera com uma quota de mercado de 27,6%, seguido pelo Pingo Doce com 22,3%, em terceiro lugar segue-se o Lidl com 13,8%, depois a Mercadona com 7,4%.
O Intermarché tem uma quota de 6,1%, seguido pelo Auchan com 5,5%, depois o Aldi com 2,9% e o E.Leclerc com 0,8%. As mercearias tradicionais têm uma quota de 6,3%.
Clientes distribuem cada vez mais as compras
A Worldpanel by Numerator revela que, além das estratégias de preço e promoção, a análise evidencia também uma evolução ao nível do sortido.
“No caso do Lidl, observa-se uma maior abertura às marcas de fabricante, acompanhando o reforço da sua posição no mercado. Esta evolução traduz uma proposta comercial mais abrangente, capaz de responder a diferentes missões de compra dos consumidores”, pode ler-se.
Além disso, “ao mesmo tempo, os dados mostram que os consumidores portugueses continuam a distribuir cada vez mais as suas compras por diferentes insígnias, escolhendo cada uma em função da missão de compra e da proposta de valor apresentada“.
“Neste contexto, os retalhistas competem em várias frentes em simultâneo — preço, conveniência, sortido e experiência — tornando o mercado mais dinâmico e exigente”, conclui a empresa.
Olhando só para o segundo trimestre do ano, os resultados “reforçam as tendências observadas desde o início do ano”, já que “o Lidl e o Pingo Doce mantiveram a trajetória de crescimento, embora o ritmo de ganho do Pingo Doce tenha começado a abrandar face ao primeiro trimestre”.
“O Continente consolidou a estabilização da sua posição e a Mercadona continuou a aumentar a sua penetração, ainda sem reflexo proporcional na quota de mercado”, pode ainda ler-se.
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