Esses locais são um famoso mosteiro ortodoxo sérvio e uma ponte em Mitrovica, cidade dividida entre sérvios e albaneses.
A KFOR, liderada pela Aliança Atlântica, disse ter “iniciado a integração de membros da polícia do Kosovo no dispositivo de segurança no mosteiro de Visoki Decani”.
No entanto, esta missão militar internacional sublinhou que continua a ser “a principal entidade responsável” a garantir “a segurança de Visoki Decani”, de acordo com um comunicado.
A redução da presença da KFOR em Visoki Decani, um mosteiro do século XIV classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Património Mundial, foi decidida devido à “melhoria das condições de segurança”.
Este local, sagrado para a minoria sérvia do Kosovo, alvo de vários ataques por parte de extremistas, continua sob vigilância 24 horas por dia das forças de manutenção da paz da NATO.
A KFOR acrescentou estar a iniciar “uma transição progressiva no que diz respeito à presença permanente” numa ponte que separa os bairros albaneses e sérvios de Mitrovica.
Esta ponte tem sido palco de numerosos confrontos desde a guerra. Controlada pela KFOR nos últimos 27 anos, tornou-se o símbolo da divisão étnica da cidade, no centro de um litígio que as negociações sob a égide da União Europeia tentam resolver há mais de dez anos.
A guerra que, em 1998 e 1999, opôs os separatistas albaneses do Kosovo às tropas sérvias causou mais de 13.000 mortos até aos bombardeamentos da NATO contra a Sérvia, que puseram fim ao conflito.
Após a retirada das forças sérvias em junho de 1999, foi destacada uma força internacional de manutenção da paz para território kosovar.
O Kosovo proclamou a independência em 2008, nunca reconhecida por Belgrado.
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