O Poupança no Minuto, intermediário de crédito que apoia os consumidores na comparação de propostas de vários bancos, evidencia que as condições do crédito pessoal podem diferir significativamente entre instituições. Neste artigo é explicado como funcionam as taxas, a TAEG, o MTIC e as regras de amortização, para que seja possível identificar o financiamento mais económico para cada objetivo.
O que é e para que serve o financiamento
O crédito pessoal é uma solução financeira de consumo através da qual o banco empresta um valor específico ao cliente, que o devolve em mensalidades acrescidas de juros. Em Portugal, a grande vantagem desta modalidade é a sua imensa flexibilidade.
Os bancos dividem os créditos por finalidades. As mais comuns incluem remodelações da casa, despesas médicas imprevistas, energias renováveis e formação universitária. Escolher a finalidade correta no simulador é o primeiro grande segredo para poupar dinheiro. As instituições financeiras oferecem taxas bastante mais baratas para projetos de educação, saúde ou sustentabilidade ambiental (como a compra de painéis solares), em comparação com financiamentos para férias ou compras diversas.
As três siglas que tem obrigatoriamente de comparar
A maioria dos clientes comete o erro de olhar apenas para o valor da prestação mensal. Para descobrir o verdadeiro preço do empréstimo, precisa de analisar três indicadores presentes na Ficha de Informação Normalizada (FIN).
A Taxa Anual Nominal (TAN) representa o custo puro do juro do empréstimo.
A Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) é a mais importante para a sua carteira, pois inclui a TAN mais todos os impostos, comissões de abertura e seguros obrigatórios. Ao comparar dois bancos, escolha sempre aquele que oferecer a TAEG mais baixa.
Por fim, preste atenção ao Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC), um indicador que mostra o valor final e absoluto que vai pagar ao banco até ao último dia do contrato.
A regra de ouro da taxa de esforço
Antes de dar luz verde ao seu pedido, o departamento de risco do banco vai avaliar a sua capacidade para pagar a dívida. O indicador mais utilizado é a taxa de esforço, que mede a percentagem do seu ordenado líquido que fica cativa para o pagamento de empréstimos.
O Banco de Portugal recomenda que a soma de todos os seus créditos não ultrapasse trinta e cinco por cento do seu rendimento mensal. Se ganhar mil euros líquidos por mês, as suas prestações totais não deverão ser superiores a trezentos e cinquenta euros. Ter estabilidade profissional e um histórico limpo sem falhas de pagamento no passado são fatores que garantem a rápida aceitação do processo.
Documentação exigida e tempo de aprovação
Hoje em dia, a contratação de um empréstimo é um processo quase totalmente digital e muito célere. Para que a análise comece sem demoras, precisa de reunir uma pasta de documentos básicos.
Os bancos exigem o documento de identificação civil atualizado, os três últimos recibos de vencimento, a última declaração de IRS com a respetiva nota de liquidação, um comprovativo de morada recente e o mapa de responsabilidades de crédito extraído do portal do Banco de Portugal. Com toda a documentação correta e a taxa de esforço controlada, muitas entidades bancárias conseguem concluir a análise e transferir o capital para a conta do cliente em menos de quarenta e oito horas.
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Evitar burocracia e comparar o mercado pode ser mais simples com apoio especializado. Através de uma simulação gratuita e sem compromisso no Poupança no Minuto é possível encontrar ofertas com TAEG competitivas, ficando toda a documentação e negociação a cargo da sua equipa de especialistas.



