Afinal, as embalagens sem símbolo Volta não desaparecem a partir desta segunda-feira, já que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recuou e agora já permite que estas sejam vendidas de modo a permitir o escoamentos dos stocks.
“Na sequência da retificação da Circular n.º 01/2026/DFEMR, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), ficou clarificado que os stocks de embalagens sem a marcação Volta poderão continuar a ser escoados após o termo do período de transição, que, no caso do Canal HORECA, terminava a 9 de agosto“, explicou a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em comunicado.
Significa isto que, “estas empresas, tal como os distribuidores, grossistas e estabelecimentos de comércio a retalho que ainda tenham embalagens pré-Volta estão autorizados a vendê-las ao consumidor final, devendo, neste caso, encaminhar os resíduos de embalagem para o ecoponto amarelo”.
“Em alternativa, os produtos poderão ser doados a instituições de âmbito social ou a outras entidades sem fins lucrativos, para consumo próprio; ou utilizados internamente pela empresa”, aponta a AHRESP.
Sistema Volta já recuperou 150 milhões de embalagens desde abril
O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de garrafas e latas de bebidas recuperou mais de 150 milhões de embalagens desde abril e disponibiliza mais de 3.000 pontos automáticos de recolha, segundo os últimos números oficiais.
A funcionar desde 10 de abril o SDR, que recebeu o nome Volta, teve um período de transição que termina esta segunda-feira, pelo que a partir de agora todas as bebidas de embalagens colocadas no mercado deverão pertencer ao sistema.

Sistema Volta já recuperou 150 milhões de embalagens desde abril
O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de garrafas e latas de bebidas recuperou mais de 150 milhões de embalagens desde abril e disponibiliza mais de 3.000 pontos automáticos de recolha, segundo os últimos números oficiais.
Lusa | 08:18 – 08/08/2026
O que é o Volta?
O Volta, administrado pela SDR Portugal, permite a recolha dedicada de garrafas e latas de bebidas de uso único inferiores a três litros, reembolsando os 10 cêntimos que se pagaram a mais pela bebida. Arrancou com 2.500 locais de recolha automática em supermercados e hipermercados mas atualmente já chegou aos 3.000, segundo dados oficiais fornecidos à Agência Lusa.
Existem ainda locais de recolha manual, para quando não existam sistemas automáticos, e está a ser criada uma rede de Quiosques Volta. São 50 distribuídos por 38 grandes municípios. Já estão em funcionamento os quiosques de Albufeira, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Funchal e Ponta Delgada e têm capacidade para recolher cerca de 120 embalagens por minuto.
Num balanço da primeira fase feito à Agência Lusa a entidade gestora indicou que nos primeiros dois meses, até 10 de junho, já tinham sido devolvidos 10 milhões de embalagens, a 06 de julho 55,5 milhões e até 21 de julho foram recolhidos 100 milhões. Os 150 milhões atuais mostram “uma adesão rápida e crescente dos cidadãos” ao sistema, diz a SDR Portugal.
A SDR Portugal diz que a rede de recolha “continua em expansão e adaptação”, que o reforço prosseguirá “de forma faseada” e avança que será lançada uma nova fase da campanha de comunicação do Volta, de sensibilização e esclarecimento, respondendo a dúvidas mais frequentes dos consumidores e reforçando mensagens.
Questionada sobre situações de lixo espalhado nas ruas, devido à procura de embalagens nos contentores de indiferenciados e outros, que acontece nomeadamente em Lisboa e Porto, a empresa gestora recorda que o SDR não é um modelo experimental e que Portugal se tornou o 19.º país da Europa a implementá-lo, acrescentando que “perturbações pontuais na higiene urbana também foram registadas no arranque dos sistemas de vários países europeus”.
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