Benjamin Netanyahu declarou hoje de manhã que a sua rejeição do mais recente roteiro norte-americano destinado a lançar a segunda fase do plano de paz para Gaza resulta de acreditar que é impossível ter garantias suficientes para confirmar que o movimento terrorista palestiniano realizou um desarmamento completo” antes de ordenar a retirada da zona que ocupa na Faixa de Gaza.
O diretor-geral do Conselho de Paz, o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, dirigiu-se ao Canal 12 da televisão israelita para instar Netanyahu a demonstrar confiança. “Ninguém é obrigado a fazer nada, muito menos Israel, antes de termos verificado as medidas no terreno”, disse, citado pela agência noticiosa privada espanhola Europa Press.
“Estamos apenas a pedir às tropas israelitas que não ultrapassem a ‘Linha Amarela'”, que delimita as suas posições em Gaza, disse, antes de reiterar que o plano de paz não impede Israel de se defender, caso seja forçado, dos ataques das milícias do Hamas.
Netanyahu afirmou hoje que “Israel rejeita” o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington, aceite pelo Hamas, e condicionou qualquer retirada israelita a um desarmamento real do movimento islâmico.
“Israel rejeita o documento de 15 pontos” apresentado no final de julho pelo “Conselho de Paz” de Donald Trump, afirmou Netanyahu durante uma reunião do executivo.
Netanyahu insistiu que as forças armadas israelitas “não farão qualquer retirada” do território palestiniano enquanto o Hamas não for verdadeiramente desarmado”.
Pouco depois o Hamas apelava a Washington para que pressione Netanyahu a rever a rejeição.
“Esperamos que os mediadores e o garante norte-americano pressionem Netanyahu e o seu Governo para que respeitem o roteiro e não impeçam o processo por razões de política interna ou eleitoral”, afirmou um responsável do movimento à agência noticiosa France-Presse.
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