Horas antes, os huthis tinham também reivindicado o ataque a uma refinaria saudita na costa do mar Vermelho, numa nova ofensiva contra a monarquia petrolífera aliada do Governo iemenita.
Em Mokha, foram ativadas as defesas antiaéreas, indicou uma das fontes militares. Habitantes confirmaram à AFP ter ouvido “pelo menos seis explosões na zona do porto”.
Na Arábia Saudita, os rebeldes tiveram como alvo uma refinaria do gigante petrolífero Aramco, situada em Jizan, no sudoeste do país, através de um “ataque preciso” com um drone, segundo o porta-voz militar huthi, Yahya Saree, que disse tratar-se de uma resposta a incursões sauditas no noroeste do Iémen.
O Ministério da Energia saudita deu conta de um incêndio nas instalações, que não causou vítimas, sem indicar a sua origem. “As equipas de segurança da Aramco extinguiram o incêndio que deflagrou ao amanhecer”, indicou.
As hostilidades no conflito iemenita foram retomadas no mês passado, pela primeira vez desde uma trégua negociada em 2022, numa nova fase da escalada regional na sequência da guerra entre os Estados Unidos e o Irão.
Desde então, os huthis atacaram por várias vezes infraestruturas sauditas — Jizan já tinha sido alvo no mês passado.
No final de julho, anunciaram também um bloqueio aos navios sauditas no mar Vermelho, que se tornou uma rota vital para o transporte de hidrocarbonetos desde que o estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irão, do outro lado da Península Arábica. Desde então, atacaram várias embarcações.
Desde o recomeço dos confrontos, o movimento rebelde também atacou forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita.
Na sexta-feira, pelo menos oito elementos dessas forças e dois civis foram mortos na província de Marib, rica em petróleo, no centro do país, um dia depois dos ataques mais mortíferos desde 2022, que fizeram 58 mortos.
Os huthis afirmaram ter agido em retaliação ao recente reforço, segundo os rebeldes, das forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita, que interveio militarmente no Iémen em 2015 para apoiar o Governo.
A guerra provocou centenas de milhares de mortos e mergulhou o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.
O conflito foi retomado em julho, após ataques atribuídos a Riade contra o aeroporto de Sana, controlado pelos huthis, para onde o Irão tinha enviado um avião com uma delegação rebelde sem solicitar autorização ao reino, que controla o espaço aéreo iemenita.
Aliado de Washington, Riade também foi alvo de vários ataques iranianos nos últimos meses. Neste contexto regional tenso e visando reforçar as suas alianças de segurança, a Arábia Saudita assinou na sexta-feira com o Paquistão e a Turquia um pacto de defesa mútua.
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