“Espanha quer e deve retomar o controlo da situação em Ceuta o mais rapidamente possível. Por isso, saúdo a intenção de Espanha de não permitir que os migrantes irregulares cheguem ao continente europeu”, afirmou o líder conservador em comunicado.
O Governo do enclave espanhol de Ceuta, em Marrocos, anunciou que 60 mil migrantes atravessaram a fronteira entre Marrocos e Ceuta nas últimas 24 horas, um número que é “equivalente à população local”.
Desde que assumiu o poder, em 2025, Merz tem prometido uma linha dura contra a imigração irregular, uma questão explorada pelo partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que se tornou a principal força da oposição no país.
“Proteger as fronteiras externas da União Europeia [UE] é crucial na luta contra a imigração ilegal. Tenho a clara expectativa de que todos os Estados-membros cumpram este dever”, insistiu.
Numa mensagem hoje divulgada nas redes sociais, a líder do AfD, Alice Weidel, defendeu o reforço da proteção das fronteiras, a “aplicação rigorosa” das devoluções de migrantes e, “se necessário”, a suspensão do espaço Schengen (que determina a liberdade de circulação).
Berlim exige também a implementação imediata e integral do regulamento sobre o regresso de migrantes, aprovado em junho pelo Parlamento Europeu.
Este regulamento, que diz respeito aos requerentes de asilo rejeitados, inclui a possibilidade de os Estados-membros celebrarem acordos para a criação de centros de detenção fora das fronteiras da UE.
O primeiro-ministro espanhol disse hoje que houve uma “violação da integridade territorial de Espanha” nas últimas horas em Ceuta e culpou as máfias que traficam seres humanos.
Segundo as autoridades de Ceuta, cerca de 60.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola nas últimas 24 horas, a pé ou a nado.
De acordo com os censos mais recentes, Ceuta alberga uma população de cerca de 83.000 pessoas.
A imprensa no local relata que hoje centenas ou até milhares de pessoas têm regressado a Marrocos.
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