“Financiámos cerca de uma habitação a cada três jovens que contratou crédito com o apoio da linha com a garantia do Estado”, afirmou o presidente executivo do grupo financeiro, Paulo Macedo, durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre.
Nos resultados divulgados ao mercado, o banco refere que no crédito à habitação com garantia pública do Estado, destinado a jovens até aos 35 anos na aquisição da primeira habitação, “a Caixa alcançou uma produção acumulada de 2,5 mil milhões de euros, com quota de mercado de 30,8%”.
O desempenho, refere, “confirma a Caixa como o banco de referência dos jovens na aquisição da primeira habitação”.
Em relação a todo o mercado de concessão de crédito à habitação, os dados semestrais mostram que o grupo público concedeu 3.700 milhões de euros em financiamentos para a compra de casa de janeiro a junho, mais 42% do que nos primeiros seis meses do ano passado.
“Na parte da habitação, aumentámos a quota de mercado, atingimos um valor histórico em termos da respetiva produção, atingimos também um valor muito substancial em termos da carteira”, salientou Paulo Macedo, referindo que, em junho, o banco emprestou 740 milhões de euros, atingindo um marco histórico.
Com o regime da garantia pública, o Estado presta uma fiança que cobre até 15% do valor da transação do imóvel.
O incentivo permite que um banco suporte entre 85% e 100% do valor da transação do imóvel, que não pode exceder 450 mil euros.
O regime aplica-se aos contratos que forem celebrados até 31 de dezembro de 2026, vigorando, no máximo, durante dez anos após a celebração do contrato.
Se um cliente entrar em incumprimento, a garantia do Estado pode ser acionada antes da execução dos bens dos clientes e dos garantes.
O Governo definiu uma verba máxima para este regime e, segundo dados divulgados na quarta-feira pelo Banco de Portugal, no final de junho de 2026, “estavam utilizados 56% (1.146 milhões de euros) do montante total atribuído (àquela data) pelo Estado para garantia no âmbito deste regime”.
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