Cinco conselheiros iranianos morreram neste ataque na província central de Diyala, referiram as mesmas fonte à agência de notícias France-Presse (AFP).
Jornalistas da AFP relataram ter visto caixões cobertos com bandeiras iranianas durante funerais organizados pelo Hachd al-Chaabi, em Bagdad.
As Forças Armadas norte-americanas disseram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque que, de acordo com Washington, são utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) indicou, na mesma ocasião, que todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente tinham sido intercetados, acrescentando que as tropas iam continuar vigilantes “e em estado de elevada prontidão”.
Ao anunciar as ações no Iraque, os EUA alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita podiam desencadear ações adicionais.
Antes da divulgação desta informação, o Centcom adiantou que o Irão tinha tentado um “ataque surpresa” com mísseis balísticos contra as forças norte-americanas no Médio Oriente.
Irão e EUA tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários.
Hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os recentes ataques aéreos conjuntos de EUA e Arábia Saudita contra grupos armados pró-Irão no Iraque foram coordenados com o Governo iraquiano.
A estação televisiva Fox News afirmou que Trump garantiu que a operação foi realizada em coordenação com as autoridades de Bagdad.
“O Presidente disse que estes ataques foram coordenados com o Governo iraquiano”, afirmou um jornalista da cadeia televisiva, citando declarações de Trump.
O chefe de Estado norte-americano prometeu retaliar de forma contundente contra o Irão pelos ataques que atingiram bases militares dos EUA na Jordânia.
“Vamos atacá-los com força, vão levar uma tareia”, declarou Trump, segundo a Fox News.
As declarações surgem num contexto de forte agravamento das tensões entre Washington e Teerão, após os recentes ataques norte-americanos contra alvos ligados ao Irão e as ações de retaliação iranianas contra interesses militares dos EUA na região.
O Irão condenou os ataques aéreos conjuntos de EUA e Arábia Saudita no Iraque, classificando-os como uma “violação flagrante” do direito internacional e acusando Washington e Israel de escalarem o conflito.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que os bombardeamentos “fazem parte das aspirações dos Estados Unidos e do regime sionista de prolongar a guerra e o conflito na região do Médio Oriente”.
A diplomacia iraniana considerou ainda que os ataques constituem uma “violação flagrante” da Carta da ONU e do direito internacional.
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos EUA contra milícias pró-Irão no território iraquiano.
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