O lucro compara com um resultado líquido de 427,1 milhões de janeiro a junho do ano passado, segundo os resultados divulgados ao mercado.
A redução é atribuída ao aumento da taxa efetiva de imposto, provocado pela menor utilização de créditos fiscais.
O resultado antes de impostos cresceu 3,7% em termos homólogos, passando para 500,7 milhões de euros, de acordo com a informação apresentada hoje em conferência de imprensa pelo presidente do grupo, Juan Carlos Escotet Rodríguez, em em Santiago de Compostela, Espanha.
O volume de negócios do grupo subiu 8,4% em termos homólogos, para 145 milhões de euros.
De janeiro a junho, o grupo concedeu mais de 10.000 milhões de euros de novo financiamento, dos quais 7.886 milhões a empresas e 2.301 milhões a particulares.
Nos créditos ao setor empresarial, o aumento foi de 7,85% face ao mesmo período do ano passado, enquanto nos créditos às famílias o aumento foi de 14,4%.
O financiamento a empresas representa 43% do crédito do grupo, os particulares valem 39% e as administrações públicas têm um peso de 18%.
Os recursos dos clientes totalizaram 87.249 milhões de euros, crescendo 7,2% em termos homólogos.
Deste valor, 12.120 milhões de euros advêm do mercado português, com um peso de 13,9%.
O banco refere que captou no semestre mais de 77.000 novos clientes no conjunto de Espanha e Portugal, maioritariamente (71%) fora do mercado de origem.
Questionado em conferência de imprensa sobre novas aquisições, o presidente, Juan Carlos Escotet Rodríguez, disse que o grupo financeiro deve conciliar “crescimento orgânico com crescimento inorgânico”, referindo que a instituição está a analisar o mercado, mas que não vê num horizonte de curto e médio prazo que possam surgir novas opções de aquisições.
As receitas provenientes da prestação de serviços (comissões) aumentaram 16,1% em relação a junho de 2025, o que o banco diz reforçar a diversificação dos resultados do grupo.
A margem financeira do grupo ficou em 792,8 milhões de euros, diminuindo 1,2% face a 802,1 milhões no primeiro semestre de 2025.
O resultado líquido das operações financeiras foi de 55,1%, crescendo 84,8% em termos homólogos e o resultado de contratos de seguros ascendeu a 36,6 milhões e euros, aumentando 7,0%.
O rácio entre créditos e depósitos passou para 89,2% em junho.
Leia Também: ‘Stock’ de empréstimos à habitação tem maior subida homóloga desde 2003



