“Devemos apoiar as FAL”, as Forças Armadas Libanesas, declarou em inglês Joseph Aoun, a partir da Casa Branca, onde esteve reunido com Donald Trump.
“Sem as FAL, tudo vai desmoronar-se. Não queremos isso. Penso que o Presidente Trump não quer isso”, acrescentou.
Ainda neste encontro na Casa Branca, o Presidente norte-americano afirmou estar disposto a dialogar com o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, caso Joseph Aoun lho pedisse.
“Se o Presidente disser que quer que eu fale com o Hezbollah, eu fá-lo-ei”, declarou Trump.
Esta deslocação de Joseph Aoun é a primeira visita de um chefe de Estado libanês aos Estados Unidos desde 2009, quando Michel Sleiman foi recebido pelo então Presidente Barack Obama.
O encontro com Trump acontece um dia depois de Washington ter anunciado que o exército libanês começou a assumir o controlo das “zonas-piloto” no sul do país.
A reunião esteve focada no acordo-quadro entre o Líbano e Israel, firmado em junho passado sob o patrocínio dos Estados Unidos.
Beirute e Telavive, que não mantêm oficialmente relações diplomáticas, concordaram em junho que o exército libanês ia restabelecer a sua autoridade no sul do país, sob reserva do desarmamento do Hezbollah, começando por “zonas-piloto” das quais o exército israelita se retiraria.
O Hezbollah, que reacendeu as hostilidades ao atacar Israel no início de março, em apoio a Teerão, alvo de uma ofensiva israelo-americana, opõe-se a estas negociações e recusa o desarmamento.
Apesar do início do processo, o Líbano acusou hoje as forças israelitas de dispararem “perto das suas tropas” no sul do Líbano, numa das “zonas-piloto” de onde o exército israelita se está a retirar para dar lugar às forças libanesas.
“Enquanto as unidades militares procediam à sua mobilização na localidade de Zawtar al Gharbiya, em Nabatieh, as forças de ocupação israelitas abriram fogo perto dessas unidades”, denunciou o exército libanês num comunicado.
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