Em comunicado publicado na rede social X, o porta-voz do Ministério da Saúde, Hosein Kermanpur, indicou que, entre 27 de junho e 18 de julho, os bombardeamentos provocaram mais de 500 feridos e 50 mortos, entre os quais cinco mulheres e duas crianças.
Entre os feridos encontram-se 32 mulheres e 18 crianças e adolescentes, adiantou o responsável, acrescentando que 37 pessoas permanecem hospitalizadas.
Segundo o porta-voz, a maioria das vítimas foi registada desde que os Estados Unidos intensificaram os ataques ao sul do Irão, no passado sábado, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dado por terminado o memorando de entendimento assinado com Teerão em 17 de junho, para pôr fim ao conflito.
A decisão de Trump surgiu na sequência de ataques iranianos contra navios comerciais estreito de Ormuz.
Durante a sétima noite consecutiva de bombardeamentos norte-americanos, pelo menos sete pessoas morreram em ataques que atingiram várias infraestruturas rodoviárias, incluindo um túnel e duas pontes, na província meridional de Hormozgão.
Os meios de comunicação iranianos noticiaram ainda explosões em várias cidades, entre as quais Yazd, Lar, Ahvaz e Bushehr, bem como na ilha de Qeshm e em Sirik, junto ao golfo Pérsico e ao estreito de Ormuz.
Em resposta aos ataques norte-americanos, o Irão lançou mísseis e ‘drones’ contra alvos dos Estados Unidos em vários países do Médio Oriente, incluindo Bahrein, Kuwait e Jordânia.
As instâncias judiciais do Irão registaram mais de 3.000 queixas por “crimes de guerra” cometidos por Israel e pelos Estados Unidos durante a guerra de 12 dias de 2025 e o conflito iniciado em 28 de fevereiro deste ano.
Durante a guerra de junho de 2025, mais de 1.100 pessoas perderam a vida no Irão, entre elas dezenas de altos responsáveis governamentais e militares, enquanto outras 3.400 morreram durante os 39 dias de bombardeamentos israelo-americanos entre fevereiro e abril deste ano.
Além disso, a última guerra causou danos avaliados em 270.000 milhões de dólares, segundo o Governo iraniano, devido aos ataques contra infraestruturas civis, indústrias e instalações petroquímicas.
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