O debate do Estado da Nação, esta quinta-feira, cujo arranque será feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, deverá ficar marcado pelos problemas registados na correção dos exames nacionais.
Com uma duração aproximada de quatro horas, o debate será também encerrado pelo Governo, sendo que o chefe do Executivo dispõe de uma intervenção de até 30 minutos.
Seguir-se-ão pedidos de esclarecimento dos partidos, a começar pelo Chega, passando para PSD, PS, IL, Livre, PCP, CDS-PP, BE, PAN e JPP.
O debate ocorre cerca de um mês depois da derrota do Governo na revisão da legislação laboral, cujo diploma foi chumbado na Assembleia da República, ao fim de meses de negociações infrutíferas na concertação social.
Destaques
- “O senhor primeiro-ministro está a criar uma geração de desiludidos” há 12 minutos
- Ministro da Educação abandona debate durante intervenção de Carneiro há 17 minutos
- “O senhor primeiro-ministro falhou nos momentos críticos do país” há 22 minutos
- Confiança política no MAI? “Com certeza”: “Não cometeu ilegalidade” há 41 minutos
- Parlamentares reagem a discurso: “Terra chama Montenegro” há 56 minutos
- “O Chega e o PS enchem a boca de proclamações, mas praticam a injustiça” há 1 hora
- “População portuguesa cresceu muito depressa e sem controlo” há 1 hora
Em direto
“O senhor primeiro-ministro está a criar uma geração de desiludidos”
Márcia Guímaro Rodrigues há 12 minutos
Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, afirmou que nem o PS nem o PSD está “focado naquilo que os portugueses precisam hoje, no imediato, agora”.
“A arrogância do PSD e do PS condenou uma geração inteira a trabalhar para pagar os excessos do Estado. Condenou os jovens a desistirem da ambição de viverem melhor do que os seus pais. Condenou o elevador social à estagnação, as empresas a não crescerem. Condenou o país à pobreza”, referiu.
Para a liberal, “Portugal não tem um problema de falta de reformas anunciadas”, mas sim “um excesso delas, mas todas por cumprir”.
“O senhor primeiro-ministro está a criar uma geração de desiludidos”, frisou.
Ministro da Educação abandona debate durante intervenção de Carneiro
Márcia Guímaro Rodrigues há 17 minutos
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, abandonou durante a primeira intervenção do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e foi substituído pelo secretário de Estado da Educação.
Sublinhe-se que a data limite para a classificação de exames nacionais do 11.º e 12.º terminou ontem e a afixação de pautas está marcada para amanhã, 17 de julho.
“O senhor primeiro-ministro falhou nos momentos críticos do país”
Márcia Guímaro Rodrigues há 22 minutos
José Luís Carneiro, do PS, começou a sua intervenção a deixar “uma palavra de solidariedade” aos milhares de estudantes “a quem é devida uma palavra de responsabilidade, que, infelizmente, não foi dada por quem tinha o dever de a dar”.
Para o socialista, a “nação está pior do que há dois anos” e o primeiro-ministro “falhou nos momentos críticos”.
“O senhor primeiro-ministro falhou nos momentos críticos do país. Falhou às crises, falhou à habitação, falhou à saúde, falhou à economia e falha, agora, gravemente à educação”, atirou.
Acusou ainda o governante de “insensibilidade e incompetência” para responder às tempestades de janeiro e o facto de ter viajado para os Estados Unidos quando o país estava em situação de alerta devido aos incêndios.
Sobre os exames nacionais, Carneiro questionou se as pautas serão afixadas amanhã, sexta-feira, se há algum plano caso não seja possível cumprir com o prazo.
Em resposta, Montenegro sublinhou que, “felizmente, este período de exames não se viveu sob a ameaça de greves e de instabilidade nas escolas”.
Reconheceu, contudo, que “houve perturbações” e que “até amanhã tem de garantir a publicação das classificações”.
Hugo Soares elogia Montenegro e critica Ventura (lembrando falha de 2019)
Márcia Guímaro Rodrigues há 30 minutos
Segue-se o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que teceu largos elogios à intervenção de Montenegro e criticou André Ventura por ter condenado a ida do primeiro-ministro aos Estados Unidos para apoiar a seleção nacional, lembrando que o líder do Chega falhou um debate para as eleições europeias, em 2019, para estar presente num comentário desportivo.
O social-democrata lançou farpas também ao secretário-geral do Partido Socialista, afirmando que “o deputado André Ventura diz à segunda-feira aquilo que o deputado José Luís Carneiro repete à terça”.
Soares, à semelhança do que fez Montenegro, culpou também a imigração descontrolada pela degradação dos serviços públicos.
“O país está melhor do que há dois anos, mas os portugueses também estão melhor”, referiu. “Não fossem as portas escancaradas dos governos do PS e tenho a certeza que os serviços públicos estariam hoje bem melhor”.
Em resposta, Montenegro acusou a “oposição de ter querido governar em nome do Governo” com a “junção dos dois maiores partidos”, nomeadamente o PS e Chega.

PSD recorda falta de Ventura a debate por comentário desportivo
O líder parlamentar do PSD acusou hoje o presidente do Chega de ter faltado a um debate, no âmbito das eleições europeias de 2019, para antes participar num programa de comentário desportivo no canal CMTV.
Lusa | 16:52 – 16/07/2026
Confiança política no MAI? “Com certeza”: “Não cometeu ilegalidade”
Márcia Guímaro Rodrigues há 41 minutos
Em resposta a Ventura sobre a “confiança política do ministro da Administração Interna”, Montenegro foi taxativo: “Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado”.
Disse ainda que “não é verdade que o senhor ministro da Administração Interna ameaçou quem quer que seja e intimidou quem quer que seja”.
“Em matéria de ameaças e intimidações a adversários políticos, os senhores dão aulas a qualquer um. Nós não temos, nem queremos aprender com isto”, acusou.
Montenegro sustentou que o ministro “não cometeu nenhuma ilegalidade”, “não prejudicou o interesse público nem privilegiou o interesse público face a qualquer interesse particular”.
“O senhor ministro da Administração Interna, naturalmente, democraticamente, prestará todos os esclarecimentos e será alvo do escrutínio político e democrático que devemos, de forma madura, realizar nesta Assembleia e no debate político”, indicou.
Já sobre os exames nacionais, Luís Montenegro admitiu que “nem tudo correu bem”, mas sublinhou que a alteração no modo de correção “vai trazer melhorias à vida dos estudantes das famílias, ao sistema educativo e para os profissionais da educação”.

Primeiro-ministro admite que “nem tudo correu bem” nos exames nacionais
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que “nem tudo correu bem” com a correção dos exames nacionais de acesso ao ensino superior, depois de o líder do Chega ter classificado o processo como uma “vergonha nacional”.
Lusa | 16:48 – 16/07/2026
Ventura critica ida de Montenegro aos EUA e questiona sobre MAI
Márcia Guímaro Rodrigues há 47 minutos
André Ventura, líder do Chega, começou por criticar o facto de o primeiro-ministro ter viajado para os Estados Unidos para apoiar a seleção nacional no Campeonato Mundial de Futebol numa altura em que Portugal enfrentava vários problemas, incluindo os incêndios e a polémica com os exames nacionais e o ministro da Administração Interna.
“Queremos um primeiro-ministro, não para ir a jogos da seleção, mas para trabalhar por Portugal”, atirou.
Continuou com a polémica relacionada com a classificação dos exames nacionais do 11.º e 12.º ano e as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e questionou: “Senhor primeiro-minsitro, mantém – ou não – a sua confiança no ministro da Administração Interna para governar Portugal?”
Na sua primeira intervenção, André Ventura afirmou também que este é um “Governo em degradação acelerada, em decomposição acelerada”.
“Deve mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu Governo”, desafiou.

Ventura desafia primeiro-ministro a apresentar moção de confiança
O presidente do Chega, André Ventura, desafiou hoje o primeiro-ministro a apresentar uma moção de confiança ao parlamento e disse que o Governo está em “decomposição acelerada”.
Lusa | 16:22 – 16/07/2026
Montenegro vai “continuar a trabalhar” pelo “futuro de Portugal”
Márcia Guímaro Rodrigues há 51 minutos
Luís Montenegro terminou a sua intervenção com a garantia de que “vai governar pelos interesses do futuro de Portugal e dos portugueses”.
“Governar significa olhar para além do momento. Governar significa avançar sem intrigas, sem equívocos, sem distrações, sem politiques. Governar significa pensar nas consequências das decisões de hoje no curto, no médio e no longo prazo. Governar significa reformar sem medo, mas com a moderação e o sentido de responsabildaide que a mudança exige. Governar significa proteger o interesse nacional, mesmo quando a decisão não agrada a todos, mas constitui a melhor opção para o futuro. É para governar pelos interesses do futuro de Portugal e dos portugueses que vamos continuar a trabalhar”, concluiu o primeiro-ministro na primeira intervenção.
Poderá rever a intervenção do primeiro-ministro aqui
Daniela Filipe há 52 minutos
Parlamentares reagem a discurso: “Terra chama Montenegro”
Daniela Filipe há 56 minutos
Começam a surgir as primeiras reações ao discurso do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que abriu o debate do Estado da Nação.
A socialista Isabel Moreira apontou que “o debate do Estado da Nação começa com o tom que define Luís Montenegro”. “Após 2 anos de governação escolhe atacar a oposição, fingir que o INE descobriu a gente que não sabíamos cá estar e culpar essas pessoas, os imigrantes, pela incompetência da AD. Em todas as áreas”, escreveu, na rede social X (Twitter).
O debate do Estado da Nação começa com o tom que define @LMontenegro_PT . Após 2 anos de governação escolhe atacar a oposição, fingir que o INE descobriu a gente que não sabíamos cá estar e culpar essas pessoas, os imigrantes, pela incompetência da AD. Em todas as áreas.
— Isabel Moreira (@IsabelLMMoreira) July 16, 2026
Já o comunista António Filipe denunciou que, “para Montenegro, o problema da má governação é haver muitos estrangeiros”. “Isto começa mal”, considerou.
Para Montenegro o problema da má governação é haver muitos estrangeiros. Isto começa mal.
— Antonio Filipe (@AntonioFilipe) July 16, 2026
Mariana Vieira da Silva, por seu turno, foi taxativa: “Terra chama Montenegro.”
Terra chama Montenegro.
— Mariana VdS (@margvs) July 16, 2026
Montenegro elenca medidas realizadas “apenas nestes dois anos”
Márcia Guímaro Rodrigues há 59 minutos
O primeiro-ministro continuou a elencar as medidas do Governo da AD, nomeadamente na Segurança Social, no investimento no aumento da segurança, na Defesa, na Mobilidade, na Tecnologia (incluindo o modelo de Inteligência Artificia Amália), Educação e na Saúde, passando também pela Habitação.
“Senhores deputados, eu bem sei que esta é uma lista longa e eu estou apenas a ser exemplificativo. Isto foi aquilo que fizemos nestes dois anos. Apenas nestes dois anos”, atirou, sublinhando que, durante a sua governação, houve “eleições pelo meio, com fenómenos climáticos extremos, com instabilidade internacional e estagnação dos principais motores económicos da Europa”.
“O Chega e o PS enchem a boca de proclamações, mas praticam a injustiça”
Márcia Guímaro Rodrigues há 1 hora
Seguem as críticas ao Partido Socialista e ao Chega, com o primeiro-ministro a criticar a união entre os dois partidos na Assembleia da República.
“Em matéria de sensibilidade social, humanidade e empatia, os resultados já foram publicados. PSD e CDS não apregoam. Praticam. O Chega e o PS enchem a boca de proclamações, mas praticam a injustiça, a irresponsabilidade e a insensibilidade social”, atirou o primeiro-ministro, sublinhando que “o Governo trabalha todos os dias com os portugueses para realizar o nosso potencial enquanto nação”.
“População portuguesa cresceu muito depressa e sem controlo”
Márcia Guímaro Rodrigues há 1 hora
Luís Montenegro prossegue com as críticas ao Partido Socialista, sublinhando que “os governos do PS não prepararam o país”.
O primeiro-ministro culpou o “descontrolo imigratório” pela falta de profissionais de saúde e professores e atirou ao secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro.
“A população portuguesa cresceu muito, cresceu muito depressa e sem controlo. E, pior do que isso, os governos do Partido Socialista não preparam o país”, atirou. “Durante dois anos, o Partido Socialista escondeu o jogo e veio aqui pedir resultados que sabiam que não se poderiam alcançar”.
Montenegro culpa PS por pressão na saúde, escolas e habitação
O primeiro-ministro afirmou hoje que “a pressão acrescida” em áreas como saúde, escola pública e habitação “são fruto” da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro “se sabia ou não” dos dados estatísticos do INE.
Lusa | 16:02 – 16/07/2026
“O país está a mudar e não vai voltar ao que era antes”, atira Montenegro
Márcia Guímaro Rodrigues há 1 hora
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, começou o debate por garantir que “o país está a mudar e não quer, nem vai voltar ao que era antes”.
“Portugal não quer e não vai voltar a ser um país estagnado, cativado e avesso às reformas”, atirou. “Portugal e os portugueses não querem voltar a ter um país onde o ‘desenvestimento’ era a palavra de ordem”.
Luís Montenegro afirmou que Portugal também não quer “idosos mais fragilizados”, nem “imigração descontrolada” nem “aumento dos impostos”.
Antes, o primeiro-ministro criticou também o Partido Socialista (PS) e o Chega, criticando as “alianças descaradas” na Assembleia da República, com partidos que querem “que nada mude e tudo fique na mesma”.
Arranca o debate do Estado da Nação
Márcia Guímaro Rodrigues há 1 hora
O debate sobre o Estado da Nação já começou. A primeira intervenção é do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Estado da Nação (e de exames). “Falência”, “alarido”, que dizem partidos?
Natacha Nunes Costa, Lusa há 2 horas
O debate do Estado da Nação realiza-se esta quinta-feira, 16 de julho, véspera do dia marcado para afixar notas dos exames nacionais do ensino secundário que tanta celeuma (e atrasos) têm gerado nas últimas semanas.
Depois de o Ministério da Educação ter voltado a adiar o prazo para a entrega das correções das provas (para as 18h30 de hoje), muitos são os que duvidam que os resultados sejam divulgados dentro de dois dias, na sexta-feira, 17 de julho, e ainda mais os que questionam as condições em que estes serão entregues.
Leia o artigo na íntegra aqui.
Primeiro-ministro abre hoje debate do Estado da Nação com exames na mira
Lusa há 2 horas
O primeiro-ministro abre hoje o debate do Estado da Nação, que deverá ficar marcado pelos problemas registados na correção dos exames nacionais, e com o ministro da Administração Interna também alvo de fortes críticas por parte do Chega.
O debate tem uma duração aproximada de quatro horas e será aberto com uma intervenção de Luís Montenegro, de até 30 minutos, sendo igualmente encerrado pelo Governo. Seguem-se pedidos de esclarecimento dos partidos, a começar pelo Chega, e depois PSD, PS, IL, Livre, PCP, CDS-PP, BE, PAN e JPP.
Início de cobertura
Daniela Filipe há 2 horas
Boa tarde. Acompanhe aqui AO MINUTO o debate do Estado da Nação, que contará com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.



