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Numa conferência de imprensa junto ao local da tragédia, Fernando Grande-Marlaska recusou-se, porém, a adiantar a identidade das vítimas, explicando que a confirmação depende das autópsias e dos trabalhos de identificação.
“Não podemos antecipar (…). Há estrangeiros, mas [teremos de aguardar] até que sejam identificados e possamos confirmar a identidade”, afirmou o ministro espanhol.
O número de mortos no incêndio florestal que deflagrou na quinta-feira em Los Gallardos, na Andaluzia, subiu para 12, enquanto 23 pessoas estão desaparecidas, anunciaram hoje as autoridades regionais.
O anterior balanço dava conta de 11 vítimas mortais e de 19 pessoas dadas como desaparecidas.
As autoridades indicaram ainda que oito pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave devido a queimaduras.
Entretanto, a Comissão Europeia ativou o serviço de observação por satélite Copernicus para apoiar as autoridades espanholas na monitorização da propagação das chamas e na avaliação dos danos provocados pelo incêndio.
“Estamos a monitorizar de perto o incêndio florestal na Andaluzia. Ativámos o serviço de mapeamento Copernicus para fornecer mapas e imagens de satélite que ajudarão as autoridades locais a monitorizar a extensão do incêndio e a avaliar os danos”, escreveu nas redes sociais a comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
A responsável acrescentou que a Comissão Europeia está pronta para disponibilizar apoio adicional, caso as autoridades espanholas o solicitem.
Também hoje, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, apresentaram condolências às vítimas e manifestaram solidariedade para com Espanha e os operacionais envolvidos no combate aos incêndios.
As autoridades andaluzas estimam que as chamas tenham consumido cerca de 3.200 hectares e admitem que serão necessários vários dias para controlar o fogo, devido ao vento forte, às elevadas temperaturas e ao terreno acidentado.
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